Rio de Janeiro: um estado saqueado

A Operação Cadeia Velha demonstra mais uma vez que o Rio de Janeiro é um Estado saqueado pela quadrilha do PMDB em conluio com grandes empresários.

Luciana Genro 15 nov 2017, 14:31

Neste 15 de novembro o Rio de Janeiro é a expressão mais acabada do tipo de República que somos. A res publica — ou seja, a coisa pública — no Brasil está privatizada pela corrupção e pelos grandes grupos econômicos que comandam o país.

A Operação Cadeia Velha demonstra mais uma vez que o Rio de Janeiro é um Estado saqueado pela quadrilha do PMDB em conluio com grandes empresários. Isso explica a situação dramática vivida pelos servidores públicos e pelo povo que recebe serviços absolutamente precários.

Um braço da quadrilha do PMDB carioca, aquele liderado por Cabral e Cunha, já foi desmantelado pela Lava Jato. Eles estão devidamente presos. Agora falta uma outra ala, comandada pela família Picciani, que começa a ser atingida em cheio pelas investigações com a revelação de que os empresários dos transportes pagaram até R$ 500 milhões em propinas a estes políticos.

Jorge Picciani comanda a Assembleia Legislativa do Rio pela sexta vez. Seu filho, Leonardo Picciani, é ministro do Esporte de Temer e liderou uma ala do PMDB interessada em permanecer com o PT. Essa quadrilha não tem escrúpulos.

Agora o único filho adulto de Picciani sem foro privilegiado está preso. É acusado de manter uma empresa de fachada para lavar dinheiro ao esquema. O Tribunal de Contas, com cinco de seus sete membros presos, também está metido no escândalo.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

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Esta é a vigésima primeira edição da Revista Movimento, dedicada aos debates em curso do VII Congresso Nacional do PSOL. Nela encontram-se artigos de análise, polêmica e discussão programática para subsidiar os debates de nossos camaradas em todo o país e contribuir com a batalha pela pré-candidatura de nosso companheiro Glauber Braga à presidência da República pelo PSOL. A edição também conta com análises de importantes questões internacionais contemporâneas e de outros temas de interesse, como os desafios da luta pelo “Fora, Bolsonaro” e as crises hídrica e elétrica no Brasil. Num ano de 2021 ainda marcado pela tragédia da pandemia da Covid-19 e pelo descaso criminoso de governos em todo o mundo, lamentamos a perda de nosso grande camarada Tito Prado (1949-2021), militante internacionalista e dirigente de Nuevo Perú. A ele dedicamos esta edição de nossa revista e, em sua homenagem, publicamos artigos em sua memória. Boa leitura!