Rio de Janeiro: um estado saqueado
Jorge Picciani chega ao RJ para prestar depoimento. Crédito: Pablo Jacob/Agência O Globo

Rio de Janeiro: um estado saqueado

A Operação Cadeia Velha demonstra mais uma vez que o Rio de Janeiro é um Estado saqueado pela quadrilha do PMDB em conluio com grandes empresários.

Luciana Genro 15 nov 2017, 14:31

Neste 15 de novembro o Rio de Janeiro é a expressão mais acabada do tipo de República que somos. A res publica — ou seja, a coisa pública — no Brasil está privatizada pela corrupção e pelos grandes grupos econômicos que comandam o país.

A Operação Cadeia Velha demonstra mais uma vez que o Rio de Janeiro é um Estado saqueado pela quadrilha do PMDB em conluio com grandes empresários. Isso explica a situação dramática vivida pelos servidores públicos e pelo povo que recebe serviços absolutamente precários.

Um braço da quadrilha do PMDB carioca, aquele liderado por Cabral e Cunha, já foi desmantelado pela Lava Jato. Eles estão devidamente presos. Agora falta uma outra ala, comandada pela família Picciani, que começa a ser atingida em cheio pelas investigações com a revelação de que os empresários dos transportes pagaram até R$ 500 milhões em propinas a estes políticos.

Jorge Picciani comanda a Assembleia Legislativa do Rio pela sexta vez. Seu filho, Leonardo Picciani, é ministro do Esporte de Temer e liderou uma ala do PMDB interessada em permanecer com o PT. Essa quadrilha não tem escrúpulos.

Agora o único filho adulto de Picciani sem foro privilegiado está preso. É acusado de manter uma empresa de fachada para lavar dinheiro ao esquema. O Tribunal de Contas, com cinco de seus sete membros presos, também está metido no escândalo.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.