Artigo de Luciana Genro no Jornal VS (Vale do Sinos)
Vista de São Leopoldo - Reprodução

Artigo de Luciana Genro no Jornal VS (Vale do Sinos)

Os problemas do Rio Grande do Sul não serão totalmente solucionados no âmbito do Estado, mas o PSOL tem propostas para enfrentar a crise.

Luciana Genro 30 mar 2018, 16:05

O Rio Grande tem solução

A pesquisa do Dieese/FEE traz à tona a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Os números do Vale dos Sinos são preocupantes: mulheres recebem 20% menos que homens, são a maioria entre desempregados e demoram mais tempo para conseguir um trabalho. Quando falamos de uma mulher negra no Brasil a situação é ainda pior: ela ganha apenas 1/3 do que recebe um homem branco.

Esses números não chegam a ser novidade. Em 2010 apresentei um projeto na Câmara dos Deputados que determinava a fiscalização e punição de empresas que pagassem salários diferentes a homens e mulheres em uma mesma função.

O desemprego é a consequência mais imediata da crise econômica – que é filha da crise política que assola um Brasil governado por uma casta privilegiada e encastelada em palácios distanciados do povo. A situação piora ainda mais na Região Metropolitana com o aumento do Trensurb. Como advogada do PSOL, ingressei na Justiça contra este reajuste abusivo de 94%, enquanto a inflação nos últimos dez anos foi de 75%.

Os problemas do Rio Grande do Sul não serão totalmente solucionados no âmbito do Estado, mas o PSOL tem propostas para enfrentar a crise e combater o desemprego. É preciso uma grande mobilização para garantir nossa alforria da dívida com a União e o ressarcimento das perdas oriundas da Lei Kandir. Defendemos o fim de privilégios e mordomias, como o imoral auxílio-moradia a juízes. É preciso enfrentar interesses poderosos para que o povo seja colocado em primeiro lugar.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.