Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Kalil e Pimentel protagonizam repressão atroz

A maneira como foi utilizada a força policial fez lembrar os ferozes anos da ditadura sob o governo de Francelino Pereira.

Reprodução Facebook
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Há cerca de 39 anos, professoras primárias e secundárias de Belo Horizonte e do estado foram expulsas da praça da liberdade com bombas e jatos d’água. Vivíamos os duros anos da ditadura, sob o comando de Francelino Pereira.

Hoje, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) junto ao governador do estado, Fernando Pimentel (PT), protagonizaram igual repressão às professoras da educação infantil, prendendo lideranças sindicais. A mesma Polícia Militar, sob o comando do governador Pimentel que aterroriza a população nos ônibus, confronta os movimentos sociais, prende lideranças, atuou hoje novamente para silenciar a luta das professoras.

Inadmissível atuação truculenta contra a luta daqueles que estão nas ruas por dignidade.

Pimentel, um governo petista, coordena essas ações truculentas, pisoteando em liberdades democráticas mínimas e atacando aqueles que lutam.

É urgente uma resposta. Uma rigorosa investigação e a exoneração daqueles que comandaram essa desastrosa ação.

 

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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