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Movimento grevista arranca proposta do governo

A Prefeitura de Belo Horizonte cedeu ao movimento e apresentou uma proposta de reajuste aos trabalhadores da educação infantil do município.

Reprodução Facebook.
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Na tarde de hoje (02), representantes do Sind-REDE se reuniram com o prefeito Kalil (PHS). Depois de aproximadamente duas horas de negociação, a Prefeitura de Belo Horizonte apresentou uma proposta de reajuste à educação infantil. Amanhã, em assembleia na Praça da Estação, a partir das 14h30min, as (os) profissionais, que lutam pela carreira única, avaliarão as negociações e decidirão os rumos do movimento grevista.

No âmbito da educação estadual, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) divulgou hoje uma nota de esclarecimento sobre a votação da PEC 49/18, que acrescenta o Piso Salarial Profissional Nacional e seus reajustes na Constituição do Estado. O sindicato denuncia que não houve quórum, pela segunda vez, para votação na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, embora tenha sido registrada a presença de deputados nos arredores, que, todavia, não entraram para participar da reunião. Houve provocação, nos corredores, pelos parlamentares contra pessoas da categoria presentes para acompanhar a votação.

Por sua vez, os professores da rede privada manifestaram pela manhã na porta do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG). No início da noite, em assembleia da categoria, os profissionais votaram pela manutenção da greve até, pelo menos, a próxima sexta-feira (4), quando voltarão a se reunir para decidir a continuidade ou não do movimento, com alguns avanços ocorrendo nas negociações.

#LuteComoUmaProfessora

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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