Solidariedade de classe, não à repressão!
Marcelo Camargo

Solidariedade de classe, não à repressão!

Liderança do PSOL sai em favor do movimento grevista dos caminhoneiros que parou o Brasil na última semana.

Luciana Genro 26 maio 2018, 16:14

O pronunciamento de Temer sinaliza uma repressão brutal a legitima luta dos caminhoneiros. É preciso uma ampla mobilização em sua defesa, não podemos deixar os caminhoneiros isolados.

O acordão do governo com os sindicatos e a patronal não vingou. A greve dos caminhoneiros não reconhece nos sindicatos seus representantes legítimos. Se havia algum elemento de lock out na greve agora não há nenhum. O governo e a patronal preparam uma repressão brutal contra o movimento. Está claro que a Rede Globo está chancelando a repressão, assim como fez em junho de 2013.
Aliás, a greve dos caminhoneiros é um fenômeno muito semelhante ao que ocorreu em junho de 2013. Reflexos de uma mudança muito grande na forma de organização da classe trabalhadora e da juventude. Novas lideranças estão surgindo. As antigas são apenas ecos do passado, já não representam muita gente. Quem não enxergar nas lutas autônomas o embrião desta nova direção necessária para a classe vai perder o bonde. Assim como em junho de 2013 o povo está apoiando a luta, as velhas direções sindicais estão por fora do movimento e a burguesia está unida para reprimir. É hora de unidade contra a repressão, pelo fim dos aumentos de combustível, fora Pedro Parente e sua política de privatização da Petrobrás, fora Temer e sua política de entrega do país, por eleições gerais!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Publicamos a décima sétima edição da Revista Movimento ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Em todo o mundo, as contradições acumulam-se. Este volume está dedicado à análise de várias dimensões desta verdadeira crise global e de seus desdobramentos. Com destaque, tratamos da mobilização antirracista nos Estados Unidos e no mundo, iniciada após o assassinato de George Floyd, e da situação brasileira, discutindo a crise do governo Bolsonaro e as recentes manifestações dos trabalhadores por aplicativos.