Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Solidariedade de classe, não à repressão!

Liderança do PSOL sai em favor do movimento grevista dos caminhoneiros que parou o Brasil na última semana.

Marcelo Camargo
Marcelo Camargo

O pronunciamento de Temer sinaliza uma repressão brutal a legitima luta dos caminhoneiros. É preciso uma ampla mobilização em sua defesa, não podemos deixar os caminhoneiros isolados.

O acordão do governo com os sindicatos e a patronal não vingou. A greve dos caminhoneiros não reconhece nos sindicatos seus representantes legítimos. Se havia algum elemento de lock out na greve agora não há nenhum. O governo e a patronal preparam uma repressão brutal contra o movimento. Está claro que a Rede Globo está chancelando a repressão, assim como fez em junho de 2013.
Aliás, a greve dos caminhoneiros é um fenômeno muito semelhante ao que ocorreu em junho de 2013. Reflexos de uma mudança muito grande na forma de organização da classe trabalhadora e da juventude. Novas lideranças estão surgindo. As antigas são apenas ecos do passado, já não representam muita gente. Quem não enxergar nas lutas autônomas o embrião desta nova direção necessária para a classe vai perder o bonde. Assim como em junho de 2013 o povo está apoiando a luta, as velhas direções sindicais estão por fora do movimento e a burguesia está unida para reprimir. É hora de unidade contra a repressão, pelo fim dos aumentos de combustível, fora Pedro Parente e sua política de privatização da Petrobrás, fora Temer e sua política de entrega do país, por eleições gerais!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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