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Reacionária sai, agora um “príncipe”

No lugar de Janaína Paschoal, Bolsonaro sonda herdeiro da família real para o posto de vice.

Reprodução
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A reacionária Janaína Paschoal, uma das cabeças do impeachment da Dilma, acaba de dizer não ao Bolsonaro. Mesmo acreditando que ele não é machista, nem autoritário e apoiando as suas ideias risíveis, recusou ser vice na chapa do reacionário fascista.

Como tudo que é ruim pode piorar, agora quem deve ser escolhido pra vice na chapa do horror é um descendente da família real, Luiz Philippe de Orleans e Bragança. O legítimo príncipe sem coroa. Muito condizente, já que ainda vivemos coisas dignas do período colonial, com o governo escravo das elites que ainda mandam no país.

Essa escolha é só mais um exemplo de que Bolsonaro não representa nada de novo. É só mais um subalterno que reproduz as ideologias da oligarquia que se considera proprietária do Brasil. E aceita tais ideologias até quando são ligadas ao período monárquico.

[Artigo originalmente publicado no Facebook do autor]

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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