Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Reacionária sai, agora um “príncipe”

No lugar de Janaína Paschoal, Bolsonaro sonda herdeiro da família real para o posto de vice.

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A reacionária Janaína Paschoal, uma das cabeças do impeachment da Dilma, acaba de dizer não ao Bolsonaro. Mesmo acreditando que ele não é machista, nem autoritário e apoiando as suas ideias risíveis, recusou ser vice na chapa do reacionário fascista.

Como tudo que é ruim pode piorar, agora quem deve ser escolhido pra vice na chapa do horror é um descendente da família real, Luiz Philippe de Orleans e Bragança. O legítimo príncipe sem coroa. Muito condizente, já que ainda vivemos coisas dignas do período colonial, com o governo escravo das elites que ainda mandam no país.

Essa escolha é só mais um exemplo de que Bolsonaro não representa nada de novo. É só mais um subalterno que reproduz as ideologias da oligarquia que se considera proprietária do Brasil. E aceita tais ideologias até quando são ligadas ao período monárquico.

[Artigo originalmente publicado no Facebook do autor]

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista