Reacionária sai, agora um “príncipe”
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Reacionária sai, agora um “príncipe”

No lugar de Janaína Paschoal, Bolsonaro sonda herdeiro da família real para o posto de vice.

Roberto Robaina 5 ago 2018, 09:50

A reacionária Janaína Paschoal, uma das cabeças do impeachment da Dilma, acaba de dizer não ao Bolsonaro. Mesmo acreditando que ele não é machista, nem autoritário e apoiando as suas ideias risíveis, recusou ser vice na chapa do reacionário fascista.

Como tudo que é ruim pode piorar, agora quem deve ser escolhido pra vice na chapa do horror é um descendente da família real, Luiz Philippe de Orleans e Bragança. O legítimo príncipe sem coroa. Muito condizente, já que ainda vivemos coisas dignas do período colonial, com o governo escravo das elites que ainda mandam no país.

Essa escolha é só mais um exemplo de que Bolsonaro não representa nada de novo. É só mais um subalterno que reproduz as ideologias da oligarquia que se considera proprietária do Brasil. E aceita tais ideologias até quando são ligadas ao período monárquico.

[Artigo originalmente publicado no Facebook do autor]


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.