Atentado contra Jair Bolsonaro: desastre e mais confusão
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Atentado contra Jair Bolsonaro: desastre e mais confusão

Não relativizamos o repúdio ao atentado, até porque tal ação fortalece a irracionalidade, a intolerância, a violência, tudo aquilo que nós combatemos.

Roberto Robaina 6 set 2018, 22:50

O atentado contra Bolsonaro é grave. Uma ação de um sujeito possivelmente transtornado que fez, na prática, uma tentativa de assassinato. Deve ser julgado e condenado por isso.

Como todos sabem, não concordamos com Bolsonaro. Sua política promove o ódio contra quem se reivindica de esquerda, contra os negros, contra os LGBTs, contra as mulheres. Sua posição é de candidato a Hitler tupiniquim.

Apesar disso, não relativizamos o repúdio ao atentado, até porque tal ação fortalece a irracionalidade, a intolerância, a violência, tudo aquilo que nós combatemos. Assim o dia de hoje é desastroso porque provoca mais confusão num país em que o povo está sem representação dos seus verdadeiros interesses e mais assistindo do que participando da política.

Nosso chamado é pela mais ampla participação popular. Para que todos repudiem a violência individual e ao mesmo tempo estejam vigilantes na defesa dos direitos dos trabalhadores, dos jovens e do povo pobre.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.