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Atentado contra Jair Bolsonaro: desastre e mais confusão

Não relativizamos o repúdio ao atentado, até porque tal ação fortalece a irracionalidade, a intolerância, a violência, tudo aquilo que nós combatemos.

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O atentado contra Bolsonaro é grave. Uma ação de um sujeito possivelmente transtornado que fez, na prática, uma tentativa de assassinato. Deve ser julgado e condenado por isso.

Como todos sabem, não concordamos com Bolsonaro. Sua política promove o ódio contra quem se reivindica de esquerda, contra os negros, contra os LGBTs, contra as mulheres. Sua posição é de candidato a Hitler tupiniquim.

Apesar disso, não relativizamos o repúdio ao atentado, até porque tal ação fortalece a irracionalidade, a intolerância, a violência, tudo aquilo que nós combatemos. Assim o dia de hoje é desastroso porque provoca mais confusão num país em que o povo está sem representação dos seus verdadeiros interesses e mais assistindo do que participando da política.

Nosso chamado é pela mais ampla participação popular. Para que todos repudiem a violência individual e ao mesmo tempo estejam vigilantes na defesa dos direitos dos trabalhadores, dos jovens e do povo pobre.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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