Vitória da Mobilização Popular em Pelotas
Sede da Prefeitura Municipal de Pelotas

Vitória da Mobilização Popular em Pelotas

Sem construir nenhum diálogo com a população, a Prefeitura esperava ter vitórias fáceis.

Helder Oliveira 27 dez 2018, 15:50

A Prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas PSDB, enviou à Câmara Municipal dois projetos nefastos ao povo pelotense: criação da taxa de luz e desvalorização salarial de educadores e educadoras do município. Este último, além de onerar diretamente o bolso da categoria reduzindo incetivos de graduação e pós graduação, buscava, também, retirar da categoria o direito a eleições diretas para direção de escola e excluía auxiliares de educação infantil da carreira do magistério.

Sem construir nenhum diálogo com a população, a Prefeitura esperava ter vitórias fáceis, já que conta com a maioria dos vereadores na base do governo. Porém, a reação foi gigante. Com uma mobilização impressionante da base da categoria, o Sindicato dos municipários foi capaz de quebrar a narrativa da Prefeitura e demonstrar a verdadeira face do projeto. Além disso, contou com a atuação abnegada da vereadora Fernanda Miranda (PSOL), que também pertence ao quadro de carreira do magistério municipal, e ganhou a simpatia da maioria do povo de Pelotas. Essa equação foi fatal.

Em diversas tentativas, a base do governo não conseguia aprovar o projeto e manobrava até o limite para igualar as forças. Não deu certo. Ficou para hoje, 27/12, o capítulo final: esperavam que o período entre festas desmobilizasse a categoria, limitaram o acesso à câmara de vereadores e, assim, esperavam contar com a fidelidade da base do governo. Erraram novamente.

Por 15 votos contra 5, a grande maioria dos vereadores e vereadoras rejeitaram o projeto de desvalorização salarial e, temendo nova derrota, a base do governo retirou o projeto da taxa de luz. Dentro da Câmara, e principalmente na rua, explosão de felicidade. A luta incansável dos educadores garantiu uma acachapante vitória, mesmo em condições adversas. Um exemplo de mobilização e organização.

Vale destacar a atuação do mandato do PSOL Pelotas, na figura da vereadora Fernanda Miranda. O PSOL foi abnegado, transformou o mandato em um verdadeiro megafone das lutas sociais e contribuiu de forma decisiva para a grande vitória dos educadores e educadoras de Pelotas.

Por fim, ainda que a conjuntura nacional não permita grandes comemorações, dessa vez, Pelotas poderá comemorar a passagem do ano de forma mais tranquila e com a grande lição de que a luta, de fato, pode mudar a vida.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.