Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Vitória da Mobilização Popular em Pelotas

Sem construir nenhum diálogo com a população, a Prefeitura esperava ter vitórias fáceis.

Sede da Prefeitura Municipal de Pelotas
Sede da Prefeitura Municipal de Pelotas

A Prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas PSDB, enviou à Câmara Municipal dois projetos nefastos ao povo pelotense: criação da taxa de luz e desvalorização salarial de educadores e educadoras do município. Este último, além de onerar diretamente o bolso da categoria reduzindo incetivos de graduação e pós graduação, buscava, também, retirar da categoria o direito a eleições diretas para direção de escola e excluía auxiliares de educação infantil da carreira do magistério.

Sem construir nenhum diálogo com a população, a Prefeitura esperava ter vitórias fáceis, já que conta com a maioria dos vereadores na base do governo. Porém, a reação foi gigante. Com uma mobilização impressionante da base da categoria, o Sindicato dos municipários foi capaz de quebrar a narrativa da Prefeitura e demonstrar a verdadeira face do projeto. Além disso, contou com a atuação abnegada da vereadora Fernanda Miranda (PSOL), que também pertence ao quadro de carreira do magistério municipal, e ganhou a simpatia da maioria do povo de Pelotas. Essa equação foi fatal.

Em diversas tentativas, a base do governo não conseguia aprovar o projeto e manobrava até o limite para igualar as forças. Não deu certo. Ficou para hoje, 27/12, o capítulo final: esperavam que o período entre festas desmobilizasse a categoria, limitaram o acesso à câmara de vereadores e, assim, esperavam contar com a fidelidade da base do governo. Erraram novamente.

Por 15 votos contra 5, a grande maioria dos vereadores e vereadoras rejeitaram o projeto de desvalorização salarial e, temendo nova derrota, a base do governo retirou o projeto da taxa de luz. Dentro da Câmara, e principalmente na rua, explosão de felicidade. A luta incansável dos educadores garantiu uma acachapante vitória, mesmo em condições adversas. Um exemplo de mobilização e organização.

Vale destacar a atuação do mandato do PSOL Pelotas, na figura da vereadora Fernanda Miranda. O PSOL foi abnegado, transformou o mandato em um verdadeiro megafone das lutas sociais e contribuiu de forma decisiva para a grande vitória dos educadores e educadoras de Pelotas.

Por fim, ainda que a conjuntura nacional não permita grandes comemorações, dessa vez, Pelotas poderá comemorar a passagem do ano de forma mais tranquila e com a grande lição de que a luta, de fato, pode mudar a vida.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista