Rechaçamos a decisão de Piñera de respaldar a autoproclamação de Guaidó

Rechaçamos a decisão de Piñera de respaldar a autoproclamação de Guaidó

Coalizão da esquerda chilena se coloca contra posição de presidente do país sobre ocorrido na Venezuela.

Frente Ampla 31 jan 2019, 14:54

1- A Frente Ampla do Chile rechaça a decisão do Presidente da República Sebastián Piñera de respaldar a autoproclamação de Juan Guaidó como “presidente encarregado” da Venezuela, situando-se na mesma linha que o Presidente dos EUA e o Grupo de Lima.

2.- A autoproclamação de Juan Guaidó contraria o direito internacional o prescrito na Carta Fundamental do Estado da Venezuela, não contribuindo em nenhuma medida para a saída pacífica e democrática que o povo venezuelano merece. Ao contrário, acentua mais as tensões internas, os protestos e o enfrentamento entre civis, arriscando a nação venezuelana a um eventual golpe de Estado ou pior ainda, uma guerra civil, com todo o lamentável custo de vidas que isso implica.

3.- Nos parece que o governo sustenta uma posição contrária ao princípio de autodeterminação dos povos e de não-intervenção internacional, os implicam precisamente que seja o povo venezuelano o agente construtor de uma solução pacífica e democrática para esta situação, não podendo o restante dos Estados senão colocar-se a disposição deles.

4.- Chamamos ao Governo do Chile a colaborar numa saída para esta situação centrada no diálogo político e não na violência. Não devemos medir esforços em propiciar todas as instâncias de diálogo possíveis para uma saída pacífica à crise venezuelana, a fim de construir uma solução democrática que logre evitar o aprofundamento do conflito.

Reprodução da tradução publicada pelo Portal da Esquerda em Movimento.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.