Repúdio ao Massacre de Cartum!
Manifestantes sudaneses usam pneus queimados em barricadas nas ruas de Cartum. Reuters

Repúdio ao Massacre de Cartum!

O PSOL repudia a violenta repressão promovida pelo exército sudanês contra manifestantes pacíficos e que resultou até o momento em 13 mortes e centenas de feridos.

O Partido Socialismo e Liberdade, por meio de sua Secretaria de Relações Internacionais, repudia veementemente a violenta repressão promovida pelo exército sudanês contra manifestantes pacíficos e que resultou até o momento em 13 mortes e centenas de feridos. Os manifestantes foram atacados covardemente enquanto acampavam em frente ao Comando Geral das Forças Armadas do Sudão, em uma ação que pode iniciar uma fase violenta do atual processo de luta democrática.

Ocorrido após uma bem sucedida greve geral de 2 dias no país, a repressão também aconteceu em outras cidades, como Omdurman e al-Qadarif, e representa uma nítida escalada autoritária da junta militar que controla o governo após a queda do ditador al-Bashir. A mobilização democrática, o protagonismo feminino e a resistência contra o fundamentalismo religioso são características fundamentais do levante do povo sudanês, que resistiu a todos os ataques e derrotou nas ruas o sistema político do país.

O povo do Sudão exige um governo civil eleito por eleições gerais. Desde o Brasil, nós do PSOL expressamos nossa solidariedade a estas reivindicações e também nosso repúdio perante a violência assassina praticada pela junta militar contra a população nas ruas.

Todo apoio à primavera sudanesa! A luta dos trabalhadores de todo mundo é uma só!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.