Repúdio ao Massacre de Cartum!
Manifestantes sudaneses usam pneus queimados em barricadas nas ruas de Cartum. Reuters

Repúdio ao Massacre de Cartum!

O PSOL repudia a violenta repressão promovida pelo exército sudanês contra manifestantes pacíficos e que resultou até o momento em 13 mortes e centenas de feridos.

O Partido Socialismo e Liberdade, por meio de sua Secretaria de Relações Internacionais, repudia veementemente a violenta repressão promovida pelo exército sudanês contra manifestantes pacíficos e que resultou até o momento em 13 mortes e centenas de feridos. Os manifestantes foram atacados covardemente enquanto acampavam em frente ao Comando Geral das Forças Armadas do Sudão, em uma ação que pode iniciar uma fase violenta do atual processo de luta democrática.

Ocorrido após uma bem sucedida greve geral de 2 dias no país, a repressão também aconteceu em outras cidades, como Omdurman e al-Qadarif, e representa uma nítida escalada autoritária da junta militar que controla o governo após a queda do ditador al-Bashir. A mobilização democrática, o protagonismo feminino e a resistência contra o fundamentalismo religioso são características fundamentais do levante do povo sudanês, que resistiu a todos os ataques e derrotou nas ruas o sistema político do país.

O povo do Sudão exige um governo civil eleito por eleições gerais. Desde o Brasil, nós do PSOL expressamos nossa solidariedade a estas reivindicações e também nosso repúdio perante a violência assassina praticada pela junta militar contra a população nas ruas.

Todo apoio à primavera sudanesa! A luta dos trabalhadores de todo mundo é uma só!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Publicamos a décima sétima edição da Revista Movimento ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Em todo o mundo, as contradições acumulam-se. Este volume está dedicado à análise de várias dimensões desta verdadeira crise global e de seus desdobramentos. Com destaque, tratamos da mobilização antirracista nos Estados Unidos e no mundo, iniciada após o assassinato de George Floyd, e da situação brasileira, discutindo a crise do governo Bolsonaro e as recentes manifestações dos trabalhadores por aplicativos.