Repúdio ao Massacre de Cartum!
Manifestantes sudaneses usam pneus queimados em barricadas nas ruas de Cartum. Reuters

Repúdio ao Massacre de Cartum!

O PSOL repudia a violenta repressão promovida pelo exército sudanês contra manifestantes pacíficos e que resultou até o momento em 13 mortes e centenas de feridos.

O Partido Socialismo e Liberdade, por meio de sua Secretaria de Relações Internacionais, repudia veementemente a violenta repressão promovida pelo exército sudanês contra manifestantes pacíficos e que resultou até o momento em 13 mortes e centenas de feridos. Os manifestantes foram atacados covardemente enquanto acampavam em frente ao Comando Geral das Forças Armadas do Sudão, em uma ação que pode iniciar uma fase violenta do atual processo de luta democrática.

Ocorrido após uma bem sucedida greve geral de 2 dias no país, a repressão também aconteceu em outras cidades, como Omdurman e al-Qadarif, e representa uma nítida escalada autoritária da junta militar que controla o governo após a queda do ditador al-Bashir. A mobilização democrática, o protagonismo feminino e a resistência contra o fundamentalismo religioso são características fundamentais do levante do povo sudanês, que resistiu a todos os ataques e derrotou nas ruas o sistema político do país.

O povo do Sudão exige um governo civil eleito por eleições gerais. Desde o Brasil, nós do PSOL expressamos nossa solidariedade a estas reivindicações e também nosso repúdio perante a violência assassina praticada pela junta militar contra a população nas ruas.

Todo apoio à primavera sudanesa! A luta dos trabalhadores de todo mundo é uma só!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.