Novo Peru se solidariza com o povo do Equador

Novo Peru se solidariza com o povo do Equador

Movimento presta solidariedade às mobilizações.

Nuevo Perú 15 out 2019, 12:09

Na semana passada, o presidente Lenin Moreno baixou uma série de medidas econômicas neoliberais que, entre outras coisas, contemplam a eliminação dos subsídios aos combustíveis e a liberalização de seus preços, aumentando assim os custos de produtos de primeira necessidade. Além disso, implementou reformas laborais que atentam contra os trabalhadores, como o corte nas férias e a flexibilização nas contratações. Tudo isso em cumprimento aos compromissos assumidos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), entidade conhecida pelas políticas de ajuste que impõe aos países a fim de multiplicar os lucros das transnacionais com o apoio de governantes inescrupulosos.

Ante estas medidas, distintas organizações do povo equatoriano se mobilizaram massivamente em diferentes pontos do país exigindo o fim do “paquetazo” e a renúncia do presidente Moreno e seus ministros. O governo respondeu com violência decretando “Estado de Exceção” por 60 dias, habilitando a Polícia e as Forças Armadas para que assumam o controle em todo o território nacional, suspendendo o direito à liberdade de associação e reunião. Longe de estender pontes de diálogo, ontem 7 de outubro, Lenin Moreno transferiu a sede do governo a Guayaquil, de onde seguiu estigmatizando e desqualificando o movimento com a cumplicidade da imprensa.

Nem o Estado de Exceção nem a covardia de Moreno e seus aliados detiveram a população equatoriana que permanece mobilizada. Destaca-se a ação do movimento indígena que protagonizou uma multitudinária mobilização em Quito. Como em outros momentos de sua história, indígenas, estudantes universitários, mulheres e trabalhadores reagiram dignamente tomando ruas e praças para enfrentar os traidores de turno. .

Como Movimiento Nuevo Perú, manifestamos nossa solidariedade à justa mobilização do povo equatoriano e condenamos a violência desmedida e sistemática da Polícia e Forças Armadas. Exortamos às instancias internacionais e à Chancelaria peruana a pronunciar-se frente à violência desatada, procurando que se imponha o Estado de direito. A luta do povo equatoriano e suas organização é a luta de nossa América pelo bem vivem, a dignidade e a esperança. Contem conosco para que sua voz ressoe mais forte, a imposição neoliberal não passará.

Lima, 8 de outubro de 2019

Movimiento Nuevo Perú


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.