Toda a solidariedade às mobilizações em Hong Kong e à Secretaria de Relações Internacionais do PSOL
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Toda a solidariedade às mobilizações em Hong Kong e à Secretaria de Relações Internacionais do PSOL

Aos 70 anos da Revolução Chinesa, toda a solidariedade as mobilizações democráticas de Hong Kong!

Franco Machado 4 out 2019, 16:39

Por conta das atividades com o dirigente sindical socialista Nathan Leung de Hong Kong, demitido do HSBC, sobre a recente onda de mobilizações na ilha que repercutiram na China continental e em todo o mundo a Secretaria de Relações Internacionais do PSOL, tendências internas do partido e organizações como o PSTU vem sendo duramente atacadas na “esquerda”.

Com a alcunha de “vergonha” e toda a sorte de simplificações as contradições do processo político que ocorre em Hong Kong são exageradas ao extremo e setores internos do PSOL e militantes do PCB, por exemplo, tentam de toda a forma a interdição do debate quando não requentam preconceitos e perseguições contra as organizações trotskistas que datam da década de 1930.

A partir da distorção dos fatos, da aparência, como a existência de bandeiras dos EUA e do Reino Unido estariam definidos que as mobilizações seriam pró-imperialistas ou capturadas politicamente pelo imperialismo. É um fato inegável a histórica ligação da Hong Kong com imperialismo Inglês, bem como as contradições de um processo de integração a China continental que se inicia em 1997 e que pode provocar, ainda hoje, choques e fissuras entre frações das elites econômicas e políticas. Contudo, parece-nos claro que a grande concentração de capital na ilha, a crescente desigualdade são motores sociais de um processo de mobilização, que em última instância se explica pela velha e boa luta de classes.

Isso não quer dizer que setores do imperialismo tradicional, como Trump, não possam se aproveitar conjunturalmente do processo para beneficiar alguns setores da burguesia norte-americana na guerra comercial com a China.

A pergunta que fica: existem revindicações democráticas e pela melhoria das condições de vida e trabalho do povo e de importantes setores da juventude? Os meses de mobilizações evidenciam que sim, existem revindicações democráticas que se chocam com os interesses políticos e de classe de uma plutocracia internacionalizada associada ao Partido-Estado de Pequim.

Os malabarismos teóricos para negar a natureza de classe burguesa do Estado Chinês, nos levam a concepções revisionistas tais como Socialismo com caracteristicas chinesas e Socialismo de mercado. O debate é interditado de todas as formas possíveis por toda a espécie de new stalinismo que segue uma lógica Bipolar e etapista da guerra fria. O troskismo não se furta em caracterizar as contradições dos processos, mas aposta na luta de classes para elevar o nível de consciência e se filia ao melhor da intelectualidade e das correntes revolucionárias e progressistas para alem de suas filheiras. O geógrafo marxista David Harvey, aponta uma luz, quando qualifica a China como neoliberalismo com caracterisiticas chinesas.

Aos 70 anos da Revolução Chinesa, toda a solidariedade as mobilizações democráticas de Hong Kong!!!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.