Testes e os profissionais de saúde
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Testes e os profissionais de saúde

São milhões de profissionais de saúde no Brasil que necessitam de cuidado.

Etevaldo Souza Teixeira 29 mar 2020, 15:33

Os institutos de virologia, a Organização Mundial da Saúde e especialistas recomendam, é hora de ampliar o número de exames feitos na população, pois é a única maneira de monitorar e reduzir a possibilidade de contágio. Segundo o diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus “não é possível combater o vírus sem saber onde ele está”.

A Alemanha, até o momento, tem baixa mortalidade. A explicação se dá por ter evitado a disseminação da doença, talvez, pelo fato de o diagnóstico ter ocorrido no começo. Na Coreia do Sul são realizados cerca de 70 mil exames por semana.

O governador do estado de São Paulo, João Doria, montou uma rede para fazer 2.000 testes por dia (insuficiente, mas é o começo) para identificar infectados pelo coronavírus. Assim, segue a orientação de testar, testar e testar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está encaminhando testes rápidos para diagnósticos do covid-19, que permitem a leitura dos resultados em aproximadamente em 15 minutos.

Os testes devem ser realizados nos profissionais que estarão em contato físico com o portador do covid-19, entre eles, profissionais da saúde, da segurança e familiares.

As mulheres são 85% dos profissionais da área de saúde e estão na linha de frente no combate à pandemia. Porém, as denuncias da falta de equipamentos de proteção se espalham pelo país, como a máscara N95 (o filtro bloqueia até 95% das partículas em suspensão). Ainda, falta aventais, álcool gel, sabão e papel. Isso sem falar no stress e cansaço no final da jornada de trabalho de cada dia.

No Brasil, são milhões de profissionais de saúde e, como seguir os protocolos sem as condições materiais necessárias. O Ministério da Saúde tem protocolo que exige dos profissionais que ao atenderem casos suspeitos ou infectados deveriam ter gorro, óculos de proteção ou protetor facial, máscara, avental impermeável de mangas longas e luvas de procedimento. No entanto, as denúncias ocorrem em todo país, desde de Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Recife e Curitiba.

As informações são dramáticas, quando na Itália quase 10% de todos os contaminados pelo conoravírus são profissionais da saúde. Com isso, também cresceu o número de vítimas, na medida em que ficaram expostos ao vírus sem proteção.

Antes tarde, do que nunca, o governo anunciou que irá disponibilizar 22,9 milhões de testes rápidos. Os testes distribuídos até o momento foram de 30 mil, isto é, completamente insuficiente frente ao quadro pandêmico.

Portanto, queremos a garantia de que serão disponibilizados de imediato aos profissionais da saúde e da segurança. Estes têm contato direto com pessoas com sintomas, ou mesmo, aquelas que estão assintomáticas e que igualmente podem contagiar ao portar o vírus. O teste evitará que haja surtos e, os casos constados devem ser encaminhados para o isolamento imediato.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.