Não se pode privatizar o GHC: defesa do SUS urgente!
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Não se pode privatizar o GHC: defesa do SUS urgente!

Servidores do GHC protestam por EPIs e contra a privatização dos hospitais.

Roberto Robaina 29 abr 2020, 20:11

Servidores do GHC protestam por EPIs e contra a privatização dos hospitais.

Os trabalhadores da saúde estão no limite do desespero. Há pouco, no começo da tarde desta quarta-feira (29), fui convidado por um grupo da Associação dia Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (Aserghc) a participar de um protesto na frente do Conceição.

As reivindicações são básicas, como EPIs para os profissionais trabalharem com o mínimo de segurança, testes de Covid-19 para todos eles e o afastamento daqueles que estão nos grupos de risco. Claro, estivemos lá com os cuidados que o momento exige (embora defenda o isolamento social, não posso deixar de comparecer quando uma luta é necessária).

A pandemia, por si só, já é um inimigo forte, mas aí vêm os governos que só trabalham para atacar a saúde pública. Marchezan, em Porto Alegre, vai entregando a atenção básica às terceirizadas. Do governo federal, além das atitudes criminosas de Bolsonaro, a notícia de que o GHC está na lista de privatizações prioritárias.

É estarrecedor o que têm vivido esses profissionais. Já buscamos na Justiça o apoio para as reivindicações, mas nem a determinações legais esses governos atendem. Quando entrarmos num colapso sem precedentes, o valor da saúde pública ficará mais evidente.

Artigo originalmente publicado no Facebook do autor.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.