Sâmia Bomfim pede ao MP apuração das condições de trabalho dos agentes funerários de SP
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Sâmia Bomfim pede ao MP apuração das condições de trabalho dos agentes funerários de SP

Deputada também exigiu esclarecimentos à Prefeitura sobre a subnotificação de mortes com suspeita de Covid-19.

Equipe Sâmia Bomfim 12 abr 2020, 13:28

A deputada Sâmia Bomfim protocolou um pedido no Ministério Público para abrir um inquérito civil a fim de apurar as condições de trabalho dos agentes funerários da cidade de São Paulo. Além de Sâmia, a deputada estadual Monica Seixas e o vereador Toninho Vespoli também assinam a petição.

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Os números oficiais do Ministério da Saúde mostram que há 299 óbitos decorrentes de COVID-19 no Brasil, sendo que o estado de São Paulo é o epicentro da doença, com 188 mortes registradas, segundo dados divulgados em 2 de abril de 2020.

No entanto, a imprensa e organizações sociais têm chamado atenção para as subnotificações dos casos de Coronavírus. Uma matéria recente da Folha de S. Paulo apontou que, diariamente, os cemitérios paulistas têm 30 enterros por dia de mortos com suspeita de Covid-19.

Outra matéria alerta para um cenário é ainda mais grave: os profissionais do serviço funerário estão sem os equipamentos de segurança adequados; pessoas com mais de 60 anos continuam trabalhando nos cemitérios; e as jornadas de trabalho desses profissionais estão exaustivas e, ainda mais, insalubres.

“O serviço funerário é essencial, mas não podemos permitir que os trabalhadores fiquem expostos ao Covid-19 dessa forma, sem ter seus direitos garantidos. Todos os especialistas e infectologistas apontam um crescimento do Covid-19 no Brasil, portanto, se hoje já está havendo essa falta de informação e colapso funerário, o que acontecerá nas próximas semanas?”, argumenta a deputada.

Também foi pedido ao MP que determine a convocação dos aprovados no concurso público para os serviços funerários do município de São Paulo.

Explicações à Prefeitura de SP

Os parlamentares Sâmia Bomfim, Monica Seixas e Toninho Vespoli também exigiram explicações à prefeitura sobre o caos funerário. Além da reportagem da Folha – que trouxe fotos de corpos que foram apenas enrolados em lençóis e colocados dentro do caixão – procedimentos considerados errados para enterro das vítimas de Covid-19, não faltam relatos de pessoas cujos parentes deram entrada em hospitais com problemas respiratórios, faleceram e não tiveram a causa da morte esclarecida.

Dentre os esclarecimentos solicitados aos órgãos municipais estão: explicações sobre protocolos seguidos em casos de mortes suspeitas pela Covid-19; número exato de sepultamentos até agora; estimativa de mortes suspeitas por Covid-19, e medidas adotadas para preservação da saúde dos profissionais do serviço funerário.

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Artigo originalmente publicado no site da deputada.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.