Setorial ecossocialista do PSOL reivindica verba emergencial para população indígena
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Setorial ecossocialista do PSOL reivindica verba emergencial para população indígena

Militantes pedem que vereadores paulistanos votem o recurso; veja como ajudar.

Equipe Sâmia Bomfim 27 abr 2020, 16:20

O setorial ecossocialista do PSOL organiza uma campanha para pressionar os vereadores de São Paulo a colocar em votação uma verba emergencial para a população indígena da cidade.

Com a pandemia do Covid-19 e as necessárias medidas de isolamento social, os indígenas perderam suas principais fontes de renda, que provêm do turismo e o do artesanato.

Muitos deles têm necessitado de doações de cestas básicas para sobreviver. Só que o ingresso de pessoas não indígenas nas aldeias paulistas pode causar, infelizmente, risco à população local. É por isso que os ecossocialistas reivindicam uma verba emergencial para atender essa população.

Para Beto Bannwart, cientista social e militante do PSOL, solicitar aos vereadores esse apoio é “reconhecer a relevância de nossas populações originárias, que se encontram em condições precárias, sobretudo para enfrentar esta terrível pandemia de coronavírus. Além de ser fundamental para preservar vidas preciosas, é também uma forma de ressarcir uma dívida histórica que temos com a população indígena, sempre tão negligenciada pela elite colonizadora deste estado de São Paulo, do Brasil e das Américas”.

Para saber mais sobre a iniciativa e assinar a petição, clique aqui.

Artigo originalmente publicado no site da deputada Sâmia Bomfim.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.