Sâmia e bancada do PSOL apresentam projeto para criar fila única para atender pacientes com COVID-19
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Sâmia e bancada do PSOL apresentam projeto para criar fila única para atender pacientes com COVID-19

Deputados querem assegurar que todos os brasileiros tenham igualdade de tratamento.

Equipe Sâmia Bomfim 9 maio 2020, 15:42

A deputada Sâmia Bomfim e a bancada do PSOL na Câmara apresentaram, nesta quinta-feira, um projeto de lei para criar uma fila única emergencial para gestão de leitos hospitalares, abrangendo os sistemas público e privado.

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O intuito é que o SUS controle e gerencie todos os leitos hospitalares do Brasil, garantindo igualdade de atendimento para todos os brasileiros que estão lutando contra o COVID-19. O projeto inclui leitos estatais de gestão federal, estadual ou municipal, leitos de hospitais universitários e militares, leitos de serviços filantrópicos e privados com ou sem fins lucrativos

“Os leitos dos hospitais públicos estão quase esgotados, como mostram diversas reportagens. Por outro lado, sabemos que muitos hospitais particulares não chegaram nem na metade de lotação de seus leitos. Por isso, é preciso haver um controle do SUS para que todos os brasileiros tenham o mesmo acesso ao tratamento do Covid-19. Não é justo que só os mais pobres morram, enquanto os mais ricos fazem carreata e burlam a quarentena, porque sabem que terão atendimento garantido”, diz Sâmia.

O PL também prevê que a fila única emergencial seja implantada somente enquanto durarem os efeitos da situação de emergência de saúde pública e do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020.

Artigo originalmente publicado no site da deputada Sâmia Bomfim.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.