Sobre a reunião ministerial de 22 de abril

Sobre a reunião ministerial de 22 de abril

Roberto Robaina analisa divulgação do vídeo da reunião ministerial.

Roberto Robaina 23 Maio 2020, 18:25

O vídeo não foi capaz de fazer o governo balançar. A escória bolsonarista chegou a aplaudir. Mas mostrou que Bolsonaro tem até medo da prisão. E a reunião foi feita antes da queda de Moro, cuja demissão aumentou a divisão burguesa e tirou mais base social de apoio ao governo. Por que tem medo? Porque sabe que tem crimes nas costas, sobretudo protegendo os milicianos. E agora com sua política genocida na saúde.

Muita gente se espanta que ele pode as vezes chegar a 30% de apoio. De fato a ignorância indigna. E espanta. Mas o maior risco do país nao está aí. Nas últimas pesquisas mostram que seu apoio de extrema direita não passa de 15%. O desafio é a mobilização unitária dos que o rejeitam. E tal mobilização é necessária.

As parcelas da classe dominante que fazem oposição a Bolsonaro querem conter o governo e até afasta-lo. Mas querem convencer a cúpula militar a respaldar estes seus movimentos e ao mesmo tempo na economia sao favoráveis aos planos de Guedes de privatização e arrocho salarial. Não querem que o povo se mobilize.

Assim, se depender da burguesia liberal a tutela militar atual nao será rompida. Só a mobilização pode rompe-la e derrotar a escalada golpista que Bolsonaro reafirma como sua estratégia. Neste ponto as forças de esquerda e democráticas devem romper a paralisia e se unir para elaborar um plano de ações que envolva as ações nas redes mas também nas ruas, num plano cuidadoso que leve em conta a necessidade das normas sanitárias mas que deixe claro que os genocidas serão enfrentados até o final, ou seja, até que sejam postos a correr.

Artigo originalmente publicado no Facebook do autor

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.