50 motivos para elegermos Sara Azevedo 50000 em BH

50 motivos para elegermos Sara Azevedo 50000 em BH

Sobre a candidatura da professora à Câmara Municipal de Belo Horizonte

Isaque Castella 28 set 2020, 18:40

No próximo dia 15 de novembro, acontece o primeiro turno das eleições municipais de 2020. Na ocasião, registraremos 2 votos na urna: o primeiro para o cargo de vereador(a) e o segundo para o de prefeito(a). Os meus serão mais uma vez para o PSOL. Para a vereança, minha escolha é pela candidatura da professora Sara Azevedo (50000). A seguir, busco justificar tal opção em 50 motivos, os quais compartilho também como um amplo convite ao apoio à referida candidatura:

1) Professora de escola pública. Sara é professora da rede estadual de educação de Minas Gerais. Vivencia cotidianamente os desafios enfrentados, dentro e fora da sala de aula, por docentes e alunos no processo de ensino e aprendizagem, atravessado pela desigualdade estruturante da sociedade brasileira.

2) Educadora popular. Sara é coordenadora da Rede Emancipa, um movimento social de educação, cujo principal trabalho em Belo Horizonte está atrelado à democratização do acesso ao ensino superior, por meio de cursinhos populares pré-ENEM. O potencial emancipatório da educação é o que a move.

3) Apoiada por quem é referência na pauta da educação. Sara recebeu o apoio de Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP e membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

4) Atuante no movimento sindical. Sara é referência na oposição sindical de sua categoria, contando com o apoio de diversos servidores da educação.

5) É contra qualquer projeto visando amordaçar os educadores. Sara fez parte do polo de resistência em defesa de uma escola laica, democrática e inclusiva, quando da tramitação do projeto “Escola sem Partido” na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Censura não!

6) Adota uma postura progressista. Se hoje a Câmara Municipal conta com uma composição majoritariamente conservadora, Sara pretende combater projetos que impliquem em retrocessos no que concerne à expansão das liberdades fundamentais.

7) Não se calou diante dos cortes na educação. Sara esteve nas ruas, ao lado dos estudantes, no movimento “Tsunami da Educação”, questionando os cortes orçamentários na pasta pelo governo federal.

8) Vidas em primeiro lugar. Sara é contra o retorno precoce das atividades escolares presenciais em tempos de pandemia. Ano letivo se recupera, vidas não!

9) Participou do movimento estudantil universitário.  Sara se tornou coordenadora do Centro Acadêmico do Curso de Educação Física ao final de seu primeiro semestre.

10) O espírito e a capacidade de liderança se fizeram presentes desde cedo. Sara integrou, até o final de sua graduação, a gestão do Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

11) Foi adotada por BH. Sara nasceu em Belém do Pará e chegou aos 24 anos em Belo Horizonte, cidade que a acolheu e pela qual se apaixonou. Aqui começou a trabalhar como professora em morros e aglomerados e, ao mesmo tempo, como operadora de telemarketing.

12) Viu nascer o Juntos!. Sara foi uma das fundadoras do coletivo de juventude Juntos!, com o qual marchou quilômetros nas movimentações de junho de 2013, exigindo serviços públicos “padrão FIFA” e a efetividade dos direitos sociais. Não era só por 20 centavos!

13) Sempre enxergou a necessidade de tomar partido. Ainda no turbulento ano de 2013, Sara se tornou secretária de comunicação do PSOL Minas Gerais.

14) Esteve junto com Luciana Genro. Sara se engajou na construção da campanha de Luciana Genro à Presidência da República, em 2014. Naquela ocasião, a candidata psolista, na contramão dos principais postulantes, se demonstrou conectada com as demandas emergentes de junho de 2013 e com a necessidade de democratização do Estado brasileiro.

 15) E, mais uma vez, está com Luciana. Sara conta com o apoio de Luciana Genro, fundadora do PSOL e atualmente deputada estadual do Rio Grande do Sul, à sua candidatura à Câmara Municipal de Belo Horizonte.

16) Fez história no PSOL MG. Sara foi a primeira mulher a ocupar a função de Presidenta do PSOL de Minas Gerais, sendo respeitada até hoje por sua gestão, marcada pelo crescimento do partido e pela primeira eleição de parlamentares na capital, em 2016, quando Áurea Carolina foi a candidata mais votada da cidade.

17) É realmente a Sara do PSOL. Atualmente Sara ocupa a vice-presidência do PSOL Belo Horizonte.

18) Disputou o governo de Minas. Em 2018, Sara aceitou o desafio de concorrer ao Governo de Minas Gerais como vice na chapa de Dirlene Marques, economista, professora universitária e militante histórica do movimento feminista.

19) É semente de Marielle Franco. Sara é do partido de Marielle, vereadora carioca e ativista dos direitos humanos, brutalmente assassinada em 2018. Assim como Marielle, Sara está ao lado das minorias políticas.

20) É feminista. Sara acredita que precisamos de mais mulheres ocupando as instituições políticas. Hoje a Câmara Municipal de Belo Horizonte só tem 4 vereadoras. Isso precisa mudar!

21) Sâmia está com Sara. Sara é apoiada pela deputada federal e líder da bancada psolista Sâmia Bomfim (PSOL/SP), eleita, pelo público do prêmio Congresso em Foco, a 3ª melhor parlamentar na Câmara dos Deputados e a 2ª na defesa da educação.

22) Fernanda Melchionna é Sara. Sara também conta com o apoio da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL/RS), candidata à prefeita de Porto Alegre, eleita, pelo júri especializado do Congresso em Foco, a 5ª melhor parlamentar da Câmara dos Deputados.

23) Sara é David em BH. David Miranda (PSOL/RJ) é mais um deputado federal que apoia a candidatura de Sara à Câmara Municipal de Belo Horizonte. O parlamentar foi eleito, pelo público do Congresso em Foco, o 5º melhor deputado e o 3º na categoria especial “Clima e Sustentabilidade”.

24) Tem apoio também no DF. O deputado distrital Fábio Felix, referência na luta LGBTI+, também está com Sara em Belo Horizonte.

25) É cercada de intelectuais admiráveis. A escritora, dramaturga e transfeminista Helena Vieira, do PSOL Ceará, manifestou seu apoio à candidatura de Sara.

26) Tá conectada com jovens ativistas em todo o Brasil. Ari Areia, jornalista, trabalhador da cultura, ativista dos direitos humanos e candidato à vereador em Fortaleza, faz parte desse time de apoiadores.

27) Tem apoio internacional. Sara é apoiada por nomes importantes da academia nacional e estrangeira, como a antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora de desenvolvimento internacional na University of Bath, no Reino Unido.

28) É honrosamente apoiada por uma referência da luta feminista. A professora Debora Diniz, da Faculdade de Direito da Universidade Brasília (UnB), colunista do EL PAÍS e da Marie Claire, assinou o manifesto em apoio à candidatura de Sara.

29)  Tem apoio na UFMG. O professor Marco Aurélio Máximo Prado, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais, coordenador do núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH/UFMG), apoia a candidatura de Sara.

30) Em vários departamentos. A professora Regina Helena Alves da Silva, atuante no Programa de Pós-Graduação em História e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, está com Sara.

31) É a candidata da diversidade. Thiago Coacci, cientista político e ativista LGBTI+, participa da construção coletiva da campanha de Sara.

32) Constrói a luta das minorias sexuais e de gênero. Sara se orgulha de lutar por cidadania e reconhecimento ao lado de muita gente que admira na Frente Autônoma LGBT de BH.

33) Recebeu o apoio da primeira reverenda trans da América Latina. Alexya Salvador, líder religiosa, ativista dos direitos humanos e candidata à vereadora de São Paulo, está com Sara.

34) Defende uma segurança pública cidadã. Áureo Cisneiros, presidente licenciado do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, membro do Policiais Antifascismo e candidato à vereador de Recife, expressou seu apoio ao manifesto da campanha de Sara.

35)  Também tem apoio artístico-cultural. O cartunista e médico LOR, Dr. Luiz Oswaldo Rodrigues, assina o manifesto em apoio à candidatura de Sara.

36) E tem mais artista. O talentoso ilustrador Cristiano Siqueira (Cris Vector) já deixou seu apoio ao manifesto de Sara.

37) Sara quer uma BH culturalmente vibrante. É entusiasta das manifestações culturais de rua e assumidamente foliã no carnaval de Belo Horizonte, responsável por movimentar a economia e gerar renda para milhares de belo-horizontinos.

38) Foi contra o projeto político de esvaziamento dos espaços públicos durante a gestão Lacerda. Para Sara, as praças e os parques são lugar de gente, de ocupação por corpos celebrantes. E uma cidade movimentada é mais segura para todos.

39) Discute a necessidade de efetivação do direito ao lazer. Como professora de Educação Física, Sara compreende a importância de políticas públicas destinadas a garantir o acesso também da população nas periferias a espaços e equipamentos para a prática de atividades ao ar livre, esportes, competições culturais, artísticas e esportivas.

40) Defende o passe-livre juvenil. Para garantir que os jovens tenham acesso aos equipamentos públicos e aos eventos culturais e esportivos, Sara pretende propor a concessão do benefício de gratuidade para a juventude no transporte coletivo de Belo Horizonte.

41) E as escolas como espaços de descentralização da agenda cultural. Sara propõe a utilização do espaço físico das escolas municipais para atividades culturais nos bairros e territórios, em todas as regionais.

42) Sara tem independência para fazer política. Sara não quer ser vereadora para representar interesses empresariais e não tem “rabo preso” com ninguém.

43) É moradora da regional Oeste e sofre com o período de chuvas. Sara mora na região da Avenida Tereza Cristina, que, todo ano, sofre com as enchentes do Rio Arrudas. É preciso encarar com seriedade esse problema, para além de uma política equivocada de urbanização que sufocou os rios da cidade. A Câmara Municipal e a Prefeitura de Belo Horizonte precisam discutir o tema e encontrar soluções.

44) Defende a instituição de feriado no Dia da Consciência Negra. Enquanto aliada da luta antirracista, Sara propõe que o dia 20 de novembro seja feriado no município de Belo Horizonte, como já ocorre em diversos municípios brasileiros e mineiros. Uma Cidade Educadora precisa estar engajada no combate ao racismo!

45) Sara tem lado: o dos trabalhadores. Durante o governo Kalil, vimos a Praça Sete, no centro de BH, se tornar um palco de guerra, com a mobilização das forças de segurança contra os trabalhadores ambulantes. Sara sempre foi solidária à luta por sobrevivência dos camelôs e não deixou de denunciar a truculência com que foram tratados pelo Estado. Violência contra trabalhador não!

46) Transferência de renda. Sara, inspirada em modelos adotados por outros municípios, quer trazer a discussão da criação de uma renda básica de cidadania também para o âmbito do município de Belo Horizonte.

47) A mudança precisa seguir, com firmeza quanto aos rumos. Sara quer dar continuidade à experiência de ocupação política do legislativo municipal por mandatos ativistas, iniciada lá em 2016, reconhecendo a importância do passo dado, mas também a necessidade de um firme posicionamento diante de projetos políticos e governos que não representam a luta dos oprimidos e explorados.

48) Sara está com Áurea Carolina e Leonardo Péricles 50. Sara quer compor a base legislativa de uma gestão municipal liderada por Áurea e Léo, vez que ajudou a construir e acredita no programa de governo apresentado pela Frente de Esquerda BH em Movimento.

49) Um mandato é uma trincheira de luta. Sara não é movida por personalismo ou projeto individual de poder. Entende que o papel de ocupar um cargo institucional é estar a serviço das demandas dos movimentos democráticos da educação, da moradia, da mobilidade urbana, da cultura, da juventude etc.

50) Uma campanha coletiva, construída a muitas mãos. Sara tem estado em permanente diálogo com seus apoiadores e movimentos sociais. Sua campanha é aberta às propostas da cidadania.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Publicamos a décima sétima edição da Revista Movimento ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Em todo o mundo, as contradições acumulam-se. Este volume está dedicado à análise de várias dimensões desta verdadeira crise global e de seus desdobramentos. Com destaque, tratamos da mobilização antirracista nos Estados Unidos e no mundo, iniciada após o assassinato de George Floyd, e da situação brasileira, discutindo a crise do governo Bolsonaro e as recentes manifestações dos trabalhadores por aplicativos.