Não vão nos calar! Em solidariedade a Sâmia, Boulos, Glauber, Felipe Neto e Carol Solberg!

Não vão nos calar! Em solidariedade a Sâmia, Boulos, Glauber, Felipe Neto e Carol Solberg!

O governo Bolsonaro tenta intimidar opositores.

Executiva Nacional do PSOL 30 set 2020, 20:37

O governo Bolsonaro tenta intimidar opositores. Depois de vários episódios para criar um controle político sobre as instituições, Bolsonaro e seus aliados querem ir além. Querem calar o PSOL, o ativismo, as vozes dissonantes e democráticas da sociedade civil.

Manifestar opinião e se organizar politicamente, assim como participar de manifestação, é um direito de toda a população que está previsto em nossa Constituição.

Um deputado federal bolsonarista, que já foi cassado por crime eleitoral na legislatura anterior, apresentou denúncia à Procuradoria Geral da República citando Sâmia Bomfim, Glauber Braga, Guilherme Boulos e Felipe Neto por apoiarem a manifestação antifascista do último 31 de maio. O deputado pediu à PGR que os parlamentares e o comunicador sejam enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Uma denúncia grotesca.

A isso se soma a recente intimidação que a PF fez a Guilherme Boulos por suas críticas à gestão de Bolsonaro. E o caso da jogadora de vôlei, Carol Solberg, ameaçada de censura por gritar “Fora Bolsonaro” como expressão da indignação popular, do Circuito Nacional de Vôlei, no dia 20 de Setembro.

A Executiva Nacional do PSOL, de forma veemente, repudia essas medidas e convoca sua militância, suas lideranças, candidatos e apoiadores, para construir uma ampla campanha nacional contra essa intimidação.

Bolsonaro deve explicar os indícios de corrupção que envolvem seu entorno político e familiar. Mais do que buscar calar a oposição, quem deveria falar o que sabe é Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz.

Faremos uma ampla campanha contra para a defesa da liberdade de expressão! Não nos intimidarão.

30 de setembro de 2020.

Artigo originalmente publicado no site do PSOL.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.