Nota de solidariedade aos ex-membros da Vanguarda Socialista – Ação Subversiva

Nota de solidariedade aos ex-membros da Vanguarda Socialista – Ação Subversiva

Repudiamos qualquer forma de ameaça de “retaliação” e demonstramos total solidariedade aos companheiros e companheiras.

Vários Autores 1 set 2020, 12:41

No movimento socialista é comum haver processos de rupturas em organizações políticas. Nestes processos, só há ganho de experiência quando há uma superação crítica. No dia 19 de agosto, boa parte dos companheiros e companheiras que construíram a Vanguarda Socialista-Ação Subversiva declararam saída do grupo. Em nota pública, realizaram um balanço crítico reconhecendo tanto os acúmulos práticos e políticos
adquiridos nos anos de militância, quanto apontando seus profundos limites e deficiências organizacionais e programáticas.

Os membros que permaneceram no grupo publicaram uma nota em resposta, afirmando que não admitiriam “posturas caluniosas em relação à organização” e que, caso os membros que saíram continuassem com tais posturas, retaliariam “publicamente seus principais autores”. Assim, a nota de resposta deslegitima as críticas feitas por aqueles que saíram do grupo (que constituíam sua maioria) e apresenta um lamentável e inaceitável tom de ameaça. Consideramos esta postura totalmente incoerente, não apenas com o movimento estudantil, mas com o movimento socialista como um todo. Não é comportamento adequado de uma organização política o uso de ameaças entre a esquerda socialista.

Diferenças e críticas são necessárias às organizações e é isto que permite o nosso avanço. Não reconhecer as divergências que levaram os companheiros a sair do grupo como legítimas é uma maneira muito ruim de lidar com um processo de divisão.

Repudiamos qualquer forma de ameaça de “retaliação” e demonstramos total solidariedade aos companheiros e companheiras que saíram. A luta política se dá através de críticas e debates que nos permitem a superação e o avanço, sempre nos marcos do respeito às nossas diferenças.

Assinam esta nota:
Movimento Esquerda Socialista (MES)/PSOL
Juntos!
Comuna/PSOL
Resistência/PSOL
Afronte!
Insurgência/PSOL
Coletiva Rebelião/PSOL
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
Juventude Faísca – Anticapitalista e Revolucionária


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.