Organizados, entregadores de aplicativo vão a Brasília reivindicar aprovação do PL 1665
Reprodução

Organizados, entregadores de aplicativo vão a Brasília reivindicar aprovação do PL 1665

Trabalhadores de 12 estados foram à Câmara e se reuniram com a deputada Sâmia Bomfim.

Equipe Sâmia Bomfim 17 set 2020, 17:31

Nesta semana, os entregadores de aplicativo viveram dias históricos. Trabalhadores de 12 estados brasileiros se organizaram e foram até Brasília reivindicar a aprovação do PL 1665, proposto por deputados do PSOL e que prevê melhores condições de trabalho e segurança aos entregadores.

A categoria realizou manifestação em frente ao Palácio do Buriti e foi recebida pelo secretário da Casa Civil do Distrito Federal. Também participaram, na Câmara dos Deputados, de reunião com parlamentares, onde expuseram suas reivindicações. Ainda estava prevista uma agenda com Rodrigo Maia, que, infelizmente, foi cancelada pelo presidente da Câmara.

“Seguimos tentando marcar uma agenda com o Maia e também lutaremos para que as garantias previstas no PL não sejam aplicadas apenas no período de pandemia. Queremos que elas sejam permanentes”, afirma Sâmia Bomfim.

Há no Brasil mais de 5 milhões de trabalhadores atuando com entregadores de aplicativos. E todos que estiveram na Câmara relataram à deputada as péssimas condições de trabalho que são submetidos, como a redução – do já baixo – percentual de entrega, a necessidade de ter que trabalhar 12, 14 horas conseguir fazer uma renda mínima e as suspensões que eles tomam dos aplicados sem quaisquer justificativas.

“Foi uma vitória aprovar a urgência da votação do PL, mas vamos lutar por mais. As empresas não podem fazer o que querem e esse tipo de escravidão moderna não vai ser implementada sem que a gente lute”, finaliza Sâmia.

Artigo originalmente publicado no site da deputada.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.