Ninguém foi excluído do NPA, que tomará suas decisões sobre as eleições presidenciais no final de junho

Ninguém foi excluído do NPA, que tomará suas decisões sobre as eleições presidenciais no final de junho

Em um texto tornado público na quinta-feira 10 de junho, o grupo CCR-Revolução Permanente anunciou sua saída do NPA.

NPA 6 jul 2021, 20:02

Declaração do NPA

Em um texto tornado público na quinta-feira 10 de junho, o grupo CCR-Revolução Permanente anunciou sua saída do NPA. O NPA toma nota desta decisão e não desiste de seu projeto de se dirigir a todos aqueles que sofrem de uma ordem social cada vez mais violenta e injusta, e querem se unir para agir, coletivamente, para derrubá-la.

Com relação à saída da CCR-Revolução Permanente, alguns esclarecimentos são necessários.1 Ao contrário do que é dito em seu texto, ninguém foi excluído do NPA, nem individual nem coletivamente. É de fato uma partida: até a publicação deste texto de ruptura, os membros da CCR-Revolução Permanente que pagam quotas ao NPA tinham o mesmo status que outros ativistas do NPA, podiam participar do processo democrático em andamento para decidir nossa orientação para a eleição presidencial, e seus representantes nos órgãos de liderança nacional podiam se juntar a todas as reuniões e participar da tomada de decisões.

A saída da Revolução CCR-Permanente é de fato a consequência do fracasso deste grupo em impor ao NPA a candidatura presidencial de Anasse Kazib. Esta “pré-candidatura”, anunciada publicamente em 4 de abril nas redes sociais e em alguns poucos artigos, foi feita de uma forma que rompeu com a forma como o NPA funciona e com a forma como ele toma decisões sobre nossas candidaturas presidenciais. Estas sempre foram o resultado de discussões democráticas dentro do NPA, organizadas em torno de questões de orientação e perfil político, e não de “pré-campanhas” personalizadas – e a fortiori conduzidas fora da organização.

Esta “pré-candidatura”, articulada ao projeto de lançamento de um “Partido Revolucionário dos Trabalhadores”, não convenceu ninguém no NPA, exceto os membros do CCR – Revolução Permanente. Ao encenar sua suposta “exclusão” hoje, eles querem lançar suspeitas sobre o NPA e, preventivamente, deslegitimar suas escolhas para 2022.

Ciente de seu isolamento interno e de seu fracasso em impor seu projeto partidário e seu candidato, a CCR-Revolução Permanente decidiu retirar-se do NPA antes mesmo da consulta democrática interna. Devidamente observado.

O NPA, como planejado, tomará suas decisões relativas às eleições presidenciais em uma conferência nacional nos dias 26 e 27 de junho. Até lá, todos os seus membros são convidados a expressar sua opinião, no âmbito das discussões e votações democráticas, sobre a orientação e o perfil de nossa organização para 2022.

No final desta discussão/decisão, o NPA anunciará, após o fim de semana de 26 e 27 de junho, suas escolhas para as eleições presidenciais, nas quais pretendemos defender um programa de urgência social, ecológica e democrática, e levar a perspectiva de uma ruptura revolucionária com o sistema capitalista.

Artigo originalmente publicado em Fourth International. Reprodução da tradução realizada pela Fundação Lauro Campos e Marielle Franco.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

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