Convenção do PT sela aliança inédita com o PSOL no RS
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Convenção do PT sela aliança inédita com o PSOL no RS

Pedro Ruas será vice de Edegar Pretto na disputa do Palácio Piratini. Roberto Robaina será suplente de Olívio Dutra, que concorre ao Senado.

Tatiana Py Dutra 1 ago 2022, 17:42


Em convenção realizada neste domingo (31), a federação liderada pelo PT formalizou a candidatura de Edegar Pretto ao governo do Estado e uma aliança inédita com a federação PSOL-Rede. Anteriormente anunciado como candidato da sigla de esquerda na corrida ao Palácio Piratini, Pedro Ruas (PSOL) será vice do petista; e o vereador Roberto Robaina agora concorre ao Senado como suplente do ex-governador Olívio Dutra.

A aliança dá tônus à candidatura de Pretto no Estado do Rio Grande do Sul. Ele figura em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 9%, atrás do bolsonarista Onix Lorenzoni (PL) e do ex-governador Eduardo Leite (PSB), empatados com 24%. Ruas estava em quarto lugar, com 5%. Em seus discursos, as lideranças partidárias destacaram o fortalecimento da coalizão que visa combater a extrema direita no governo do Estado e no Congresso Nacional.

“Nos unimos para enfrentar a extrema direita e a direita tradicional, representada pelo atual governo, o governo Eduardo Leite-Ranolfo que tenta se perpetuar. E caminhávamos para uma situação dramática de ver um segundo turno entre Leite, Onyx ou algo desse gênero. Agora eu tenho a convicção de que nós podemos, sim, ter a esperança muito concreta de chegar ao segundo turno na Eleição do governo do Estado com o Edegar e o Ruas. Porque a força dessa sinergia é muito mais que a soma de dias federações, é a soma de dois projetos que se encontram com o mesmo objetivo: mudar a correlação de forças para que a classe trabalhadora tenha mais condições para desenvolver suas lutas, defender os seus direitos e para derrotas  a extrema direita e os ataques neoliberais contra os trabalhadores, contra as mulheres, contra os LGBTS e contra a negritude. E sabemos que esse projeto não é pouca coisa. Ele é muito necessário porque é no enfrentamento à extrema direita e aos ataques contra a classe trabalhadora que vamos criar o corpo político que pode mudar esse país”, discursou a presidenta do PSOL-RS, a deputada estadual Luciana Genro.

O vereador Roberto Robaina destacou o peso do nome de Olívio Dutra na disputa ao Senado.

“O lançamento de Olívio Dutra entusiasmou a militância do PT e de amplos setores da esquerda sem partido. Com Olívio, a disputa ao Senado passara a ser possível, embora difícil, mas totalmente viável e crível a derrota da candidatura neoliberal de Ana Amélia Lemos (PSD), a candidata de Eduardo Leite, e do semifascista general Mourão (Republicanos), o vice de Bolsonaro. O general, em especial, confere uma importância política nacional ao senado do RS. Neste caso, a candidatura do PSOL ao senado não deveria se manter”.

O acordo entre os partidos era cogitado desde o início do ano, mas as articulações avançaram na semana passada, após o PT anunciar a candidatura de Olívio. Em encontro realizado na quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa, dirigentes das duas siglas definiram a nova composição das chapas, o revezamento no mandato de senador e pontos específicos de um programa de governo conjunto.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

   

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