Todos às ruas: Derrubar Temer e suas reformas!
Guilherme Prado / Juntos

Todos às ruas: Derrubar Temer e suas reformas!

Contra a corrupção! Eleições Gerais Já!

Secretariado Nacional do MES 18 Maio 2017, 18:36

A revelação ocorrida na noite de ontem (17), dos diálogos entre o presidente da JBS e o presidente Michel Temer, como mais uma etapa da Operação Lava-Jato, nocauteou o governo de forma fulminante. As gravações envolvendo diretamente Temer na compra do silêncio de Eduardo Cunha mudam a situação política, colocam o governo contra as cordas e ferem de morte também Aécio Neves.

O grito “Fora Temer” ecoou nas ruas das principais cidades do país, com direito a panelaços durante a noite, concentrações na Avenida Paulista e em Brasília. Para hoje (18), estão marcados atos em todas as capitais, como expressão do descontentamento contra o governo corrupto de Michel Temer.

É hora de tomar as ruas. No caldo da Greve Geral vitoriosa de 28 de abril e na ante-sala da marcha dos 100 mil, marcada dia 24 de maio em Brasília, precisamos seguir mobilizados para derrubar Temer e lutar por novas eleições gerais. Necessitamos defender continuidade da Lava-Jato para desmontar até o final este sistema político corrupto. Mas a construção do novo não pode vir de nenhuma instituição deste Estado. Somente o povo mobilizado pode dar uma saída positiva para a crise. A mobilização popular e a extensão das investigações são fundamentais para evitar a aprovação no Congresso de medidas reacionárias e antipovo como a Reforma Trabalhista e da Previdência.

A burguesia vai tentar estancar a crise com uma saída antidemocrática, provavelmente com eleições indiretas. Mas o povo não pode aceitar que seu destino seja colocado nas mãos deste Congresso corrupto. Estamos num momento histórico. Sem junho de 2013 não estaríamos nele. Sem a operação Lava Jato também não. Momentos históricos são os que mudam um país. A questão é para onde. Nossa proposta é que seja para empoderar os trabalhadores e o povo.

Defendemos a necessidade de unificar todas as forças políticas e sociais em defesa da convocação imediata de novas eleições diretas para presidente e em todos níveis.

A soberania deve ser do povo. As organizações populares, camponesas, e operárias, as associações de profissionais liberais e as instituições que representam a população trabalhadora de modo geral precisam se fortalecer. É verdade que ainda não tem força nem muito menos unidade ao redor de um projeto para assumir o controle do país. Mas este é nosso objetivo estratégico. A crise não será solucionada sem o empoderamento do povo. Por isso uma política de transição, além de fortalecer a auto-organização e a mobilização democrática, passa também por defender uma Assembleia Popular Constituinte, convocada com regras amplamente democráticas, para liquidar as reformas reacionárias, enterrar este regime político moribundo e reorganizar o país com novas bases.

O PSOL e a esquerda social tem a tarefa histórica de ampliar e fortalecer a luta para defender essas bandeiras. Devemos convocar e participar das manifestações em todo país. Não sairemos das ruas até Temer cair!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.