Revista Movimento Movimento (100 anos da Revolução Russa) Movimento (100 anos da Revolução Russa): crítica, teoria e ação

Revolução Russa, Educação e pedagogia marxista

A partir da experiência soviética na educação, podem-se extrair lições para as lutas em curso dos movimentos docente e estudantil bem como refletir sobre uma questão fundamental: qual educação o socialismo pode produzir?

Formandos na Praça Vermelha, em Moscou - Collection Multimedia Art Museum, Moscou
Formandos na Praça Vermelha, em Moscou - Collection Multimedia Art Museum, Moscou

As lutas pela educação pública no Brasil e seu lugar na política socialista

Refletir em defesa da educação pública no centenário da Revolução Russa nos obriga a tomar em consideração a experiência revolucionária na educação e na pedagogia, assim como na cultura em geral, produzida sob o poder operário e popular dos sovietes e do partido bolchevique, a partir de 1917, naquele país. Hoje, mais do que nunca, a ordem capitalista em franca decadência apresenta enormes sinais de morbidez no tocante à totalidade da vida social. Os retrocessos civilizatórios impostos pelo capital, nessa nova etapa histórica de crise da globalização neoliberal, são evidentes e se avolumam por toda parte. Guerras, massacres e genocídios são o ponto culminante de uma “nova normalidade” constituída pela agressiva e acelerada espoliação imperialista dos recursos naturais e do fundo público dos diferentes países e povos do mundo, bem como da intensificação da exploração do trabalho, por toda a parte, crescentemente privado de garantias e proteções legais. O capitalismo internacional segue se degenerando – sob a tutela e direção da alta finança – em uma forma “pós-moderna” de rentismo parasitário, obstáculo ao desenvolvimento das forças produtivas e incapaz de apontar para a superação da longa estagnação econômica mundial.

Nesse contexto de crise, a “contrarrevolução econômica permanente” se consolida como a única alternativa para o capital, o que o leva a um choque frontal contra os interesses e necessidades das demais classes da sociedade, sobretudo contra os trabalhadores e trabalhadoras mais vulneráveis da periferia capitalista, mas também dos grandes bolsões de pobreza e subcidadania dos países centrais. Sob a intransigência exclusivista dos interesses dominantes, os regimes políticos burgueses se tornam rígidos, impermeáveis às mais elementares reivindicações e exigências das camadas populares da sociedade. O resultado inevitável é a eclosão de uma poderosa crise de legitimidade desses regimes, que passam a ser questionados por fortes mobilizações de massa, com nítidos contornos revolucionários, de norte a sul do planeta. Os levantes populares e a política das ruas, que clamam por direitos fundamentais e por democracia efetiva, se instalam no centro do momento histórico. No entanto, por ora, se estabelece um impasse. Nem a oligarquia financeira dominante é capaz de criar as condições para o esmagamento contrarrevolucionário do movimento de massa, por um lado, nem esse movimento de massa é capaz de afirmar uma clara alternativa de poder, democrático radical e anticapitalista, capaz de suplantar a classe dominante e seu regime político. Trata-se de uma guerra de trincheiras, parafraseando Gramsci, na qual os dois campos beligerantes disputam entre si cada palmo de terreno. Nesse momento, o inimigo de classe está com a iniciativa. Cabe à classe trabalhadora (e seus aliados) barrar a ofensiva burguesa, reagrupando suas forças e preparando, no calor mesmo do combate, as condições para uma contraofensiva. A isso nos lançamos.

Este artigo faz parte da 5ª edição da Revista Movimento. Quer ler o texto completo? Compre a edição impressa aqui!

Este artigo integra a 5ª edição da Revista Movimento, de abr/jun 2017. Confira todos os artigos dessa edição!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

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