Marea Socialista defende o direito do povo da Catalunha a decidir seu destino
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Marea Socialista defende o direito do povo da Catalunha a decidir seu destino

Em artigo integrante de dossiê preparado pelo Portal de la Izquierda, venezuelanos saem defesa do povo catalão e organiza manifestação.

Marea Socialista 3 out 2017, 11:27

Desde a aprovação do referendo do 1 de outubro, Catalunha ocupa o centro das notícias no Ocidente. Mobilizações, debates políticas e até uma tentativa de “Golpe de Estado” por parte do governo de Mariano Rajoy se sucederam sem conseguir esmagar a vontade do povo catalão de se expressar sobre sua relação com o Estado Espanhol.

A repressão por parte do Estado Espanhol contra o povo de Catalunha convenceu aos vacilantes e fez pronunciar-se contra tanta arbitrariedade aos que duvidavam ou inclusive ainda duvidam do referendo. É que as medidas adotadas por Rajoy mostram seu verdadeiro rosto autoritário. Suspensão de fato da autonomia catalã, controle econômico de suas finanças, que os mossos 1 passem a ser dirigidos pelo Ministério do Interior, invasões de instituições públicas e detenções completamente arbitrárias, mas estas decisões não afetam somente a Catalunha, proibições de atos por quase toda a Espanha, entre muitas outras medidas autoritárias. Tudo para impedir que um povo possa expressar.

A ofensiva brutal do Estado Espanhol mostra por oposição, a justa reclamação de uma nacionalidade oprimida. Não se trata aqui de polemizar sobre números, não importa se a convocatória do referendo foi mais ou menos ampla no Parlamento catalão. Ou é mais ou menos legítima. Tampouco se trata de opinar desde fora se é correto e oportuno ou não a demanda de independência que se expressa nas ruas de Barcelona e o no resto das cidades catalãs, se trata de reconhecer que é uma decisão que só lhe compete o povo catalão. Do que se trata aqui é de defender um princípio universal: o direito à autodeterminação das nacionalidades e dos povos oprimidos.

Da mesma maneira que rechaçamos a ingerência norte-americana a nosso país, Venezuela e lutamos contra o avanço autoritário, a suspensão de referendos e eleições, ou a manipulação das mesmas, por parte do governo de Maduro. De igual maneira que repudiamos a utilização de tribunais militares para julgar civis em nosso país. Acreditamos que os elementares direitos democráticos se defendem para todos, em todas as partes. Por isso, hoje nos solidarizamos com o povo catalão contra a repressão e agressão do governo do Estado Espanhol e reivindicamos e nos solidarizamos incondicionalmente com o direito desse povo a decidir seu próprio destino.

Em Caracas, convocamos para participar e acompanhar a convocatória da Fundación Pakito Arriaran em frente ao consulado da Espanha no sábado (30/09), às 11 da manhã, para expressar nossa solidariedade com o povo da Catalunha.

(Artigo publicado em dossiê sobre a independência catalã organizado pelo Portal de la Izquierda)


Corpo policial da Catalunha


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.