Pôsteres soviéticos: El Lissitzky
El Lissitzky, Esboço para um pôster (1920)

Pôsteres soviéticos: El Lissitzky

Lissitzky acreditava no potencial transformador da arte e utilizou em suas obras uma linguagem inventiva e experimental para levantar debates concretos sobre a transformação social da Rússia revolucionária.

Flavia Brancalion 7 nov 2017, 17:50

Lazar Markovich Lissitzky (23 de novembro de 1890 — 30 de dezembro de 1941), mais conhecido como El Lissitzky, foi um artista de vanguarda e polemista russo. Acreditava no potencial transformador da arte e utilizou em seus desenhos, quadros, ilustrações, livros e construções uma linguagem inventiva e experimental para levantar debates concretos sobre a transformação social da Rússia revolucionária.

Seguiu seu mentor, Kazimir Malevich, pelas veredas do Suprematismo, movimento para o qual contribuiu misturando referências da arquitetura, da tipografia e do design gráfico com imagens abstratas bi-dimensionais. Utilizava cores fortes e formas geométricas simples para criar mensagens políticas marcantes. Influenciou grupos importantes como De Stijl e Bauhaus. A seguir, uma seleção de seus desenhos e pôsteres:

El Lissitzky, Viajante (no tempo) [1923]


El Lissitzky, Parte da Feira de Maquinaria (1923)


El Lissitzky, Cálculo Básico (1928)


El Lissitzky, Vence os brancos com a cunha vermelha (1920)


El Lissitzky, Esboço para um pôster (1920)


El Lissitzky, Voando para Terra a partir de uma distância (1920)


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.