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A dualidade do projeto sionista: fugir da opressão racista e reproduzi-la em um contexto colonial

Neste artigo, o professor libanês destrincha as contradições do projeto sionista que reproduz a opressão vivida pelos judeus contra os palestinos.

Ammar Awad/Reuters
Ammar Awad/Reuters

A dualidade entre a posição do oprimido e a do opressor não é rara na história. Observa-se em particular no caso dos movimentos nacionais que encarnam a luta de uma nação oprimida por libertar-se do colonialismo concomitantemente que essa mesma nação oprime em seu próprio país uma minoria – seja esta nacional, racial, religiosa ou pertencente a qualquer outra identidade – e que o movimento nacional não reconhece esta última opressão ou, pior ainda, justifica-a com algum pretexto, como a acusação de que a minoria constitui uma “quinta coluna” do colonialismo. 1.

Amiúde faz-se referência à frequência desta dualidade com o fim de “normalizar” o caso do sionismo, no sentido de apresentá-la como algo corrente e similar a outros muitos casos. O propósito costuma ser o de minimizar os agravos do sionismo, para não dizer escusá-los, a fim de normalizar a atitude do Estado sionista e tratá-lo como algo corrente. Tentarei demonstrar neste artigo que tal argumento não é válido, explicando a singularidade da dualidade própria do caso sionista.

É indiscutível que o sionismo nasceu historicamente em resposta à opressão secular padecida pelos judeus em países europeus. Como se sabe, a condição dos judeus na Europa cristã desde a Idade Média até o século XIX era muito pior que sua situação nos países de maioria muçulmana. Sob as autoridade que se chamavam cristãs, os judeus foram vítimas de uma perseguição muito mais encarniçada que a discriminação e a perseguição ocasional a que os submetiam as autoridades autoqualificadas de muçulmanas.

No entanto, a Idade Moderna que seguiu ao período da Ilustração e à Revolução Francesa, em finais do século XVIII, pôs fim gradualmente a esta perseguição na Europa Ocidental, graças à difusão da noção moderna de cidadania baseada na igualdade de direitos. Com a paulatina mudança democrática, a condição dos judeus melhorou progressivamente na Europa Ocidental, desde a costa atlântica até as fronteiras orientais da Alemanha e da Áustria. Pouco a pouco deu lugar à integração dos judeus nas comunidades locais e acabou com a discriminação. Não obstante, a primeira grande crise que afetou a economia capitalista mundial, no último quarto do século XIX – a “longa depressão”, como a chamaram -, despertou diversas tendências xenófobas. Igual a todas as crises sociais, impulsionou a busca de bodes expiatórios por parte de grupos de extrema-direita com o fim de mobilizar a fúria de suas sociedades a serviço de projetos reacionários.

Nesse mesmo período, Europa Oriental, especialmente sua maior extensão, integrada no império russo, assistia a uma expansão tardia do modo de produção capitalista. Esta transformação tardocapitalista – que causou transtornos agravados e complicados por sua coincidência no tempo com um capitalismo mais avançado no Ocidente e com a longa depressão – provocou uma aguda crise social e um êxodo rural acelerado. Como resultado disso, as tendências xenófobas também cobraram impulso na Europa Oriental, sendo os judeus suas vítimas primárias no império russo, particularmente em regiões que hoje em dia pertencem à Ucrânia e à Polônia. Ali, os judeus de sucessivos pogroms, pelo que trataram de emigrar para a Europa Ocidental e para a América do Norte.

Assim, os judeus se tornaram um objetivo predileto da xenofobia na Europa Ocidental, onde uniam a condição de forasteiros migrantes a de pessoas que professavam uma religião alóctone. 2. Deste modo, sobre o pano de fundo da longa depressão e seus efeitos, a Europa Ocidental assistiu o renascer de um antijudaísmo de novo cunho, moderno: uma teoria racial que pretendia se basear nas ciências antropológicas e que preconizava que os judeus – ou os semitas em geral, inclusive os árabes 3– pertencem a uma raça inferior e maligna. Foi então quando surgiu o antissemitismo, que apontou principalmente contra os judeus europeus e acompanhou à expansão de uma variante fanática do nacionalismo combinada com a defesa do colonialismo. A longa depressão exacerbou, com efeito, a concorrência em torno da divisão do mundo entre as metrópoles coloniais na chamada fase imperialista.

Sobre este mesmo pano de fundo nasceu o movimento sionista moderno em forma de sionismo estatalista que, à diferença de outras formas anteriores ou contemporâneas de sionismo espiritual ou cultural, aspirava a criar um Estado judeu. Como é bem sabido, o fundador do movimento, Theodor Herzl, era um judeu austríaco assimilado que assumiu suas convicções sionistas depois de ter coberto em Paris, como jornalista, o juízo contra o oficial francês de ascendência judia Alfred Dreyfus, vítima do ascenso do antissemitismo em seu país. O caso Dreyfus levou Herzl a escrever seu famoso livre-manifesto O Estado judeu (Der Judenstaat no original alemão: literalmente, O Estado dos Judeus), publicado em 1896 e que constituiu a base da convocatória do primeiro congresso sionista na cidade suíça de Basileia em 1897, um ano e meio depois da publicação do livro.

Existe uma diferença qualitativa muito significativa entre a ideologia sionista elaborada por Herzl e as ideologias nacionais que surgiram na Europa na primeira metade do século XIX ou nos países coloniais durante a primeira metade do século XX. Enquanto a maioria destas ideologias respondiam a um pensamento democrático emancipatório, a ideologia sionista moderna fazia parte da variante do nacionalismo fanático e colonialista que estava no auge quando apareceu. Com efeito, embora seja indiscutível que o sionismo é fruto da opressão dos judeus e da reação à mesma – o próprio Herzl explicou no prólogo de seu livro como “a miséria dos judeus” era a “força motriz” do movimento que queria criar -, tampouco cabe nenhuma dúvida de que o sionismo teorizado por Herzl é uma ideologia marcada essencialmente pelo pensamento reacionário e colonialista.

Em realidade, à margem de como o percebiam os judeus da Europa Oriental, pobres e duramente perseguidos, que se aferravam a ele como tábua de salvação, o projeto sionista idealizado por Herzl foi no fundo um engenho criado por um judeu austríaco laico e assimilado, destinado a desfazer-se dos míseros judeus religiosos que vinham da Europa Oriental e cuja migração para o Ocidente havia perturbado a existência de seus correligionários ocidentais. Assim o reconheceu o próprio Herzl com singular franqueza no prólogo de seu livro:

“Os assimilados se beneficiariam ainda mais que os cidadãos cristãos com a partida dos judeus crentes, pois ficariam acima da rivalidade inquietante, incalculável e inevitável de um proletariado judeu empurrado pela pobreza e pela pressão política de um lugar a outro, de um país a outro. Este proletariado itinerante se tornaria sedentário. Muitos cidadãos cristão – aos que chamamos antissemitas – podem agora oferecer uma resistência decidida à imigração de judeus estrangeiros. Os cidadãos judeus não podiam fazê-lo, apesar de que lhes afeta muito mais de perto, pois ante eles sentem mais do que nada a feroz concorrência de indivíduos que desempenham ofícios similares e que, ademais, introduzem o antissemitismo ali onde não existe ou o intensificam ali onde já existe. Os assimilados dão expressão a este agravo secreto com iniciativas filantrópicas. Fundam sociedades de emigração para os judeus itinerantes. Existe um reverso da medalha que seria cômico se não se tratasse de seres humanos: algumas destas entidades benéficas não foram criadas para, mas contra os judeus perseguidos, foram criadas para despachar estas pobres criaturas o mais rápido e o mais longe possível. Assim, muitos supostos amigos dos judeus resultam ser, se observado bem, nada mais que antissemitas de origem judeu, disfarçados de filantropos.

Mas as tentativas de colonização protagonizados inclusive por homens benévolos, por interessantes que foram tais intentos, até agora não tiveram êxito… Estas tentativas eram interessantes na medida em que constituíam, à escala reduzida, sendo precursores práticos da ideia do Estado judeu”.

A nova ideia formulada por Herzl em substituição das empresas coloniais filantrópicas falidas que mencionada – a mais destacada foi criada pela família Rothschild – consistia em passar das ações benévolas a um projeto político integrado no marco colonialista europeu, com o propósito de fundar um Estado judeu que faria parte de tal marco e o reforçaria. A este respeito, Herzl se deu conta de que os antissemitas cristãos seriam acérrimos defensores de seu projeto. Seu principal argumento, no apêndice intitulado O Plano do segundo capítulo de seu livro, era o seguinte:

“A criação de um novo Estado não é uma empresa ridícula nem impossível… Os governos de todos os países açoitados pelo antissemitismo estarão sumamente interessados em nos ajudar a conseguir a soberania que queremos”.

Somente restava eleger o território no qual materializar o projeto sionista:

“Há dois territórios possíveis: Palestina e Argentina. Em ambos os países foram levados a cabo importantes experimentos de colonização, ainda que baseados no princípio errôneo de uma infiltração gradual de judeus. Uma infiltração está condenada a acabar mal. Prossegue até o momento inevitável em que a população autóctone se considera ameaçada e obriga o governo a deter a entrada de judeus. Portanto, a imigração resulta fácil a menos que se baseie numa supremacia assegurada. A Sociedade de Judeus tratará com os donos atuais do território, colocando-se sob o protetorado das potências europeias se mostrados os proclives o plano”.

Até o final do último capítulo do livro, onde expôs os “Benefícios da emigração dos judeus”, Herzl assegurou que os governos atenderão a sua proposta “voluntariamente ou sob pressão dos antissemitas”. Seus Diários incluem muitas observações sobre a complementariedade de seu projeto de enviar aos judeus pobres fora do continente europeu com o desejo dos antissemitas de se desfazer deles. Inclusive profetizou, no começo de seu primeiro Diário (1895), que os judeus se adaptariam à brutalidade dos antissemitas e os imitariam em seu futuro Estado.

“Entretanto, o antissemitismo, que é uma força poderosa e inconsciente entre as massas, não prejudicará os judeus. Entendo que é um movimento útil para o caráter judeu. Representa a educação de um grupo pelas massas e talvez conduza a sua absorção. A educação só é efetiva a base de golpes. Será produzido um mimetismo darwiniano. Os judeus se adaptarão”.

De acordo com o plano concebido por seu pai espiritual, os líderes do movimento sionista se esforçarão por obter o apoio de uma das grandes potências europeias a seu projeto, que pronto se decantou exclusivamente por Palestina. Aproveitaram a transferência do território da dominação otomana à britânica no contexto da primeira guerra mundial depois a partilha dos restos do império otomano entre os britânicos e franceses, ao amparo do infame tratado Sykes-Picot de 1916.

Desde então, os líderes sionistas centraram seus esforços em Londres. O dirigente do sionismo britânico, Chaim Weizmm, se apoiou no magnata judeu britânico e o ex-deputado, o lorde Walter Rothschild. As pressões combinadas de ambos lograram obter a conhecida promessa do ministro de Assuntos Exteriores, Arthur Balfour, do 2 de novembro de 1917. Em sua carta, Balfour assegurou que “o governo de sua Majestade [o rei Jorge V] vê com simpatia o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para os judeus, e fará todo o possível para facilitar a consecução deste objetivo…”. Esta infame declaração encaixava naturalmente nos cálculos imperialistas britânicos de então no contexto da concorrência entre a Grã-Bretanha e os dois aliados que compartilhavam a vitória na guerra, França e EUA.

As circunstâncias históricas da Declaração Balfour concordavam plenamente com o ponto de vista do profeta do sionismo, Theodor Herzl. O próprio Balfour era um desses cristão antissemitas dos quais Herzl sabia que se tornariam nos melhores aliados do sionismo. O ministro de Assuntos Exteriores britânico, com efeito, não era alheio ao sionismo cristão, a corrente cristã que apoia o retorno dos judeus a Palestina. O verdadeiro objetivo deste apoio – não declarado em muitos casos, mas ocasionalmente admitido – é acabar com a presença de judeus nos países de maioria cristão. Para os sionistas cristãos, o retorno dos judeus a Palestina supõe o cumprimento da condição do Segundo Advento de Jesus Cristo, ao que seguirá o Juízo Fina, que condenará a todos os judeus que não tenham se convertido ao cristianismo ao sofrimento eterno no inferno. Esta mesma corrente é atualmente nos EUA a mais firme defensora do sionismo em geral e da direita sionista em particular.

Quando era primeiro-ministro (1902-1905), o autor da infame Declaração, o próprio Arthur Balfour, promulgou a lei de Estrangeiros de 1905, cuja finalidade era pôr fim à imigração na Grã-Bretanha de refugiados judeus que fugiam do império russo. Vale a pena destacar neste ponto um feito histórico que rara vez se menciona: Edwin Samuel Montagu foi o único ministro britânico que se opôs à iniciativa de Balfour de emitir sua Declaração e o único ministro que manifestou sua oposição ao projeto sionista em seu conjunto. Era o único membro judeu do gabinete encabeçado por David Lloyd George, do qual fazia parte Balfour, e unicamente o terceiro ministro judeu da história da Grã-Bretanha. Montagu advertiu que a empresa sionista comportaria a expulsão da população autóctone de Palestina e reforçaria em todos os demais países às correntes que desejavam desfazer-se dos judeus. Num memorando que apresentou em agosto de 1917 no gabinete britânico depois de conhecer o que acabaria sendo a Declaração Balfour, afirmou sem rodeios:

“Quero fazer constar meu ponto de vista de que a política do governo de Sua Majestade é antissemita e que por conseguinte acabará sendo um ponto de referência para os antissemitas de todos os países do mundo”. 4

Tal como esperava Herzl, o projeto sionista se materializou sob a proteção de uma grande potência europeia como parte de seus desígnios coloniais-imperialistas. Este projeto não poderia ter-se realizado sem dita proteção e sem se integrar num marco colonial-imperialista mais amplo. O povo judeu ao qual Herzl queria dotar de um Estado próprio era um povo imaginado, carente de toda instituição política que o constituísse em povo e da força requerida para participar na corrida colonial de finais do século XIX.

Ao fundar o movimento sionista, Herzl quis criar essa instituição política inexistente e encaminhá-la à colaboração com uma das grandes potências. Assim, o projeto sionista depende estruturalmente, desde o começo, da proteção de uma grande potência, tal como havia previsto Herzl. Esta dependência marcou a história do movimento sionista e depois a da seu Estado até nossos dias. Seguirá existindo enquanto a inimizade com o povo palestino e os demais povos vizinhos da Palestina, até o ponto de que Israel necessita a proteção de uma grande potência exterior. EUA desempenhou este papel desde a década de 1960.

Em suma, o sionismo não é um movimento normal de libertação nacional que compartilha o caráter dual de muitos destes movimentos que lutam contra a opressão colonial enquanto oprimem a outras comunidades, sejam nacionais ou de outro tipo. Isto é o que afirmam os partidários de Israel que não são tão fanáticos como para negar a opressão perpetrada pelo Estado sionista. O certo, no entanto, é que o movimento sionista se construiu sobre a base da exploração e da opressão sofridas pelos judeus e da ajuda dos antissemitas com o fim de criar um Estado colonial integrado estruturalmente no sistema imperialista, e não um Estado pós-colonial, como pretende.

Num giro trágico da história, o antissemitismo alcançou um clímax na Europa do século XX com a ascensão ao poder dos nazis e a posterior realização de seu projeto genocida, obrigando a um grande número de judeus europeus a buscar refúgio no sionismo, já que outras formas de antissemitismo lhes fecharam as portas dos EUA, Grã-Bretanha e outros países. Deste modo, o Estado sionista logrou se fazer realidade e apresentar-se como compensação redentora do genocídio nazi contra os judeus. Estas circunstâncias históricas permitiram a esse Estado oprimir à população autóctone da Palestina num grau que sem dúvida vai muito mais além do que os fundadores do sionismo, inclusive Herzl, haviam previsto.

Hoje em dia, – um século depois da Declaração Balfour, quase 70 anos depois da fundação do Estado de Israel no 78% do território da Palestina do Mandato Britânico e meio século depois de que esse Estado ocupasse 22% restante -, o primeiro-ministro sionista, Benjamin Netanyahu, segue obtendo dos antissemitas contemporâneos dos países ocidentais o respaldo necessário para o arrogante comportamento colonial de seu Estado e de seu governo. Ao apoiar-se nos sionistas cristãos dos EUA, ombrear-se com o antissemita primeiro-ministro da Hungria e manter o silêncio sobre a defesa por parte de Donald Trump da extrema-direita antijudia e antimuçulmana dos EUA, Netanyahu segue fielmente as receitas de Herzl, ainda que de uma maneira moralmente todavia mais detestável ao se produzir depois do genocídio nazi, que mostrou os horrores aos que podem conduzir o antissemitismo e outras formas de racismo.

Esta apresentação ocorrerá na língua árabe numa conferência convocada em Beirute para os dias 13 e 14 de dezembro pelo Instituto de Estudos Palestinos com motivo do centenário da Declaração Balfour. A tradução inglesa do original árabe é do próprio autor

03/11/2017

Fonte: http://www.jadaliyya.com/Details/34667


Notas

1 É certo que a dominação estrangeira sobre um país trata amiúde de utilizar minorias oprimidas cuja condição melhorou como efeito secundário de sua presença. Evidentemente, isso não justifica, nem muito menos, que a maioria oprima à minoria depois da libertação da dominação estrangeira em vez de se limitar a castigar os indivíduos que tivessem colaborado com os ocupantes na comissão de graves crimes – sejam membros da minoria ou da maioria -, tratando ao mesmo tempo de abolir a opressão da qual a minoria tivesse sido objeto historicamente com o fim de construir uma sociedade nova de cidadãos iguais.

2 O primeiro expoente deste análise materialista da ascensão do antissemitismo é Abram Leon, The Jewish Question: A Marxist Interpretation (Nueva York: Pathfinder, 1970). Marxista belga, antissionista de ascendência judia, Leon morreu em Auschwitz em 1944. Seu manuscrito francês foi publicado pela primeira vez em forma de livro em 1946.

3 A noção de “semitas” remete às línguas semíticas, entra as que atualmente destacam o hebreu e o árabe.

4 “Memorandum of Edwin Montagu on the Anti-Semitism of the Present (British) Government”, The Balfour Project. Montagu considerava “inconcebível que o governo britânico reconheça oficialmente ao sionismo e autorize ao Sr. Balfour a dizer que a Palestina deve tornar-se novamente no “lar nacional do povo judeu”. Não sei o que implica isso, mas suponho que significa que os maometanos e os cristãos terão que deixar lugar aos judeus e que os judeus ocuparão todos os postos de preferência e serão associados com a Palestina como se associa Inglaterra com os ingleses ou a França com os franceses, que os turcos e outros maometanos serão considerados estrangeiro na Palestina do mesmo modo que os judeus, de agora em diante, serão tratados como forasteiros em todos os países salvo na Palestina”. Depois acrescentou com grande capacidade de previsão: “Talvez a cidadanias só possa ser obtida depois de superar uma prova religiosa”.

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