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50 anos do Metrô de São Paulo – em defesa do patrimônio público

Vamos comemorar os 50 anos com o que sempre fizemos de melhor: trabalhando com presteza, defendendo o transporte público e nossos direitos.

Companhia do Metropolitano de São Paulo, fundada em 24 de abril de 1968
Companhia do Metropolitano de São Paulo, fundada em 24 de abril de 1968

O Metrô de SP completa 50 anos hoje. Uma idade simbólica, porém curta pro impacto que este serviço tem na cidade de São Paulo: o Metrô de SP foi muitas vezes indicado como um dos melhores serviços públicos do Estado e hoje transporta milhões de usuários.

Mas em meio ao orgulho de ser funcionária desta companhia, esta data não deixa de acontecer no momento mais contraditório de sua história. O processo de privatização e terceirização se acelera cada dia mais – a Linha 5 Lilás passou por leilão em Janeiro e parte das bilheterias já operam hoje com terceiros.

Uma mácula triste em uma grande história. Mais do que apenas prover transporte veloz, o Metrô se destacou por sua excelência em atendimento a população, retrato este que tem se modificado dia após dia com a precarização de nossos postos de trabalho. Somos hoje um quadro de funcionários reduzido, que não consegue cumprir suas metas de atendimento humanizado e de qualidade.

Para quem não sabe, não é apenas vender bilhete e dirigir trem as funções dos metroviários. O serviço humano sempre foi um diferencial. Exemplos não faltam. O metrô é considerado o segundo lugar mais seguro para se ter uma parada cardiorrespiratória (ficando atrás apenas de hospitais) – tem todo seu quadro operacional treinado em RCP e desfribilador automático. Também temos treinamento de atendimento à Pessoa com Deficiência – fazendo com que a locomoção desta camada da população aconteça com mais segurança. Nossos conhecimentos em Primeiros Socorros já salvaram muitas vidas e a disposição de ouvir e atender já confortaram muitos usuários em momentos realmente difíceis.

Todo esse serviço, mesmo com falhas, é o verdadeiro legado da Cia. Do Metropolitano e a responsabilidade disto é da categoria Metroviária. Mesmo com a desvalorização de seu trabalho, com as agressões constantes em estações, com as tentativas de retirada de direitos e a perseguição cada vez mais constante por parte da chefia, é a categoria Metroviária aquela que mais compreende prestar um serviço como qualidade e segurança.

Mas apesar deste cenário de desmonte – semelhante a que outros serviços públicos do Estado passaram visando a privatização – é importante ressaltar a combatividade em defende o Metrô. Os Metroviários de São Paulo sempre se destacaram pelo papel de vanguarda nas lutas da classe trabalhadora. Puxaram a greve geral de 2017 e este ano obtiveram uma vitória histórica com a reintegração dos companheiros demitidos na greve de 2014.

É desta forma que devemos comemorar este dia – não com a falsidade de um Governo que se diz orgulhoso, mas que só retirar diretos, piora o serviço, aumenta o preço da passagem e quer vender o serviço público. Vamos comemorar os 50 anos com o que sempre fizemos de melhor: trabalhando com presteza, defendendo o transporte público e nossos direitos!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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