Manifestação contra demissão do Presidente do SINPOL-PE leva 2 mil às ruas do Recife
Manifestação do SINDPOL-PE no Recife

Manifestação contra demissão do Presidente do SINPOL-PE leva 2 mil às ruas do Recife

Ato organizado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco reuniu 2000 manifestantes em protesto contra a demissão do presidente da entidade.

SINDPOL-PE 26 abr 2018, 22:40

A manhã desta quinta-feira (26) foi marcada pela luta em prol da democracia e da autonomia sindical no Recife. Convocado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, o ato público contra a demissão do presidente da entidade, Áureo Cisneiros, reuniu, além da categoria, representações sindicais, movimentos sociais, representantes de partidos políticos e população em geral.

Com camisas em apoio ao presidente do sindicato, os manifestantes se reuniram na Praça Oswaldo Cruz, na área central do Recife, e seguiram pela Avenida Conde da Boa Vista, com primeira parada em frente à Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social – órgão usado pelo Governador Paulo Câmara para perseguir a diretoria do SINPOL.

Com 12 Processos Administrativos Disciplinares – PADs abertos contra ele, todos em decorrência de sua atividade sindical, Áureo Cisneiros classificou o Governo Paulo Câmara como o mais perseguidor da história de Pernambuco. “Pensam que vão calar o Sindicato dos Policiais Civis? Estão enganados. Esse nosso ato é a primeira resposta dos trabalhadores da Polícia Civil. Nós não vamos nos intimidar e iremos manter o nosso compromisso com o povo de Pernambuco. E por onde o Governador Paulo Câmara estiver, nós estaremos juntos para fiscalizar e denunciar as irregularidades, porque de propaganda bonita o povo pernambucano já está cheio”, desabafou Cisneiros.

Também sofrendo com a perseguição do Governo, o vice-presidente da entidade, Rafael Cavalcanti, destacou que o que está sendo atacado não é simplesmente os empregos dos membros da diretoria do SINPOL. “O Governador quer impedir que este sindicato cumpra seu papel de defender a categoria, expor os problemas e cobrar soluções. Não vamos nos calar porque este governo vai passar, outros virão, mas o sindicato fica. Fica como uma ilha de resistência dos trabalhadores da Polícia Civil, uma voz por mais segurança por este povo e um instrumento de luta sempre que ousarem tolher qualquer direito nosso. Não aceitaremos a perseguição do nosso maior instrumento de luta”, destacou.

O movimento contou com a participação de dezenas de representantes de movimentos sociais, partidos e entidades sindicais, como a Intersindical, a Conlutas, CUT, Força Sindical, Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-PE), Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), Sindguardas Recife, Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Sindicato dos Farmacêuticos, Rodoviários, Correios, representantes da Associação dos Policiais Civis da Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, e outros.

O ato teve encerramento em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede administrativa do poder executivo de Pernambuco, onde os diretores do SINPOL apresentaram um pedido de esclarecimento ao Governador Paulo Câmara. Na ocasião, apenas um assessor da Secretaria da Casa Civil recebeu os representantes do SINPOL, que protocolaram o documento. “Mais uma prova de que o Governo é avesso a qualquer tipo de diálogo. Não nos receber é uma total falta de respeito com os policiais civis, trabalhadores, e com qualquer classe trabalhadora”, destacou Áureo.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.