Caminhoneiros dobram o governo Temer e a mídia burguesa
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Caminhoneiros dobram o governo Temer e a mídia burguesa

Tivemos muito orgulho de estar do lado certo da história: junto com os caminhoneiros.

Roberto Robaina 27 maio 2018, 22:44

Agora sim. O governo foi dobrado pelos caminhoneiros. Meu prognóstico é que a situação se normaliza até quarta-feira. Depois do governo anunciar um acordo falso na quinta, 24 de maio, acordo que a categoria não discutiu nem muito menos aprovou (com a mídia tradicional e burguesa transmitindo que a greve tinha terminado), a greve seguiu, desmentindo o governo e a mídia. Hoje, domingo, tiveram que se render.

O governo e a mídia foram derrotados. Temer anunciou no horário do Fantástico da Rede Globo que atenderão boa parte das reivindicações mais imediatas dos caminhoneiros. Eles certamente vão esperar que o congresso demonstre na segunda e na terça que vão votar rápido e o anúncio das Medidas Provisórias para normalizar a situação. Mas esta é a tendência.

Muitos que estão na luta, apoiando os caminhoneiros, querem mais. Os caminhoneiros também. Mas não tenho dúvidas de que os caminhoneiros estão se sentindo fortes e vitoriosos. É uma conquista para todo o povo que esta categoria tenha feito o que fez.

Gostaria que se fosse além. Gostaria que Pedro Parente fosse demitido da presidência da Petrobrás. Gostaria que a política de preços fosse total e não apenas parcialmente derrotada. Gostaria do Fora Temer e de eleições antecipadas. Gostaria que se cobrasse tributos aos mais ricos, com cobrança de tributos sobre dividendos. Mas daí a luta teria que ser mais forte do que a ação dos caminhoneiros. Teria que ter greve geral e um plano alternativo. Mas as centrais sindicais tradicionais não se mexeram.

De nossa parte não vamos parar por aí. Vamos seguir construindo uma esquerda coerente, uma alternativa democrática, popular e anti capitalista no país. Como parte desse projeto tivemos muito orgulho de estar do lado certo da história: junto com os caminhoneiros.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.