Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Caminhoneiros dobram o governo Temer e a mídia burguesa

Tivemos muito orgulho de estar do lado certo da história: junto com os caminhoneiros.

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Agora sim. O governo foi dobrado pelos caminhoneiros. Meu prognóstico é que a situação se normaliza até quarta-feira. Depois do governo anunciar um acordo falso na quinta, 24 de maio, acordo que a categoria não discutiu nem muito menos aprovou (com a mídia tradicional e burguesa transmitindo que a greve tinha terminado), a greve seguiu, desmentindo o governo e a mídia. Hoje, domingo, tiveram que se render.

O governo e a mídia foram derrotados. Temer anunciou no horário do Fantástico da Rede Globo que atenderão boa parte das reivindicações mais imediatas dos caminhoneiros. Eles certamente vão esperar que o congresso demonstre na segunda e na terça que vão votar rápido e o anúncio das Medidas Provisórias para normalizar a situação. Mas esta é a tendência.

Muitos que estão na luta, apoiando os caminhoneiros, querem mais. Os caminhoneiros também. Mas não tenho dúvidas de que os caminhoneiros estão se sentindo fortes e vitoriosos. É uma conquista para todo o povo que esta categoria tenha feito o que fez.

Gostaria que se fosse além. Gostaria que Pedro Parente fosse demitido da presidência da Petrobrás. Gostaria que a política de preços fosse total e não apenas parcialmente derrotada. Gostaria do Fora Temer e de eleições antecipadas. Gostaria que se cobrasse tributos aos mais ricos, com cobrança de tributos sobre dividendos. Mas daí a luta teria que ser mais forte do que a ação dos caminhoneiros. Teria que ter greve geral e um plano alternativo. Mas as centrais sindicais tradicionais não se mexeram.

De nossa parte não vamos parar por aí. Vamos seguir construindo uma esquerda coerente, uma alternativa democrática, popular e anti capitalista no país. Como parte desse projeto tivemos muito orgulho de estar do lado certo da história: junto com os caminhoneiros.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

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