Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Abaixo o Congresso?

Nas últimas semanas, cresceram os protestos contra o Congresso peruano e as instituições legislativas do país.

Nas últimas semanas, vimos crescer o protesto contra o impressionante desperdício de dinheiro no Congresso. Embora haja congressistas decentes que façam a diferença, de conjunto a instituição está no menor nível de aprovação pois é associado com a corrupção que assola o país. Desde a bancada do MNP apresentaram-se diversas iniciativas legislativas para restringir cada vez mais a corrupção, mas estas se encontram travadas pela maioria fuji-aprista.

Não estranha, portanto, que o novo cardeal diga que o Congresso está de costas para o povo e com isso ganhe grande simpatia contrastando com a antipatia que gera o seu antecessor Juan Luis Cipriani que recebeu uma condecoração por parte da mesa diretora aprofujimorista justamente porque nunca se meteu com eles.

As pesquisas dizem que 41% da população acredita que o Congresso é uma instituição corrupta e somente cerca de 15% confia no Congresso. Então é natural que cresça o descontentamento com o Congresso, mas atenção, pedir que fechem o Congresso é dar a Vizcarra uma arma muito potente de arbitrariedade.

A única maneira que o fechamento do Congresso não dê lugar a um regime mais autoritário e antidemocrático é através da convocatória de Eleições Gerais antecipadas. Com isso não só se vai o Governo mas também o Congresso. Mas para que essa saída seja verdadeiramente democrática requer-se que seja acompanhada de novas regras de jogo que equiparem o piso para todos, em especial para as novas opções.

Um novo governo emanado de eleições limpas pode encabeçar um processo constituinte que termine numa nova carta magna e permita refundar a República sobre novas bases, começando pela recuperação de nossa soberania frente ao bicentenário. É disso que se trata, de pegar com o norte claro e não ceder às tentações anarquistas que acabam por salvar a pele de Vizcarra.

Artigo originalmente no Portal da Esquerda em Movimento.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho

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