Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

MST ocupa latifúndio no Maranhão

O Acampamento recebeu o nome de Marielle Franco e o Movimento reivindica a área para a criação de assentamentos de Reforma Agrária.

Reprodução
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Cerca de 150 famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais organizadas no MST ocuparam na madrugada deste sábado (09), na cidade de Itinga, no Maranhão mais um latifúndio improdutivo. O Acampamento recebeu o nome de Marielle Franco e o Movimento reivindica a área para a criação de assentamentos de Reforma Agrária. A área que pertence à União está sendo grilada por uma Siderúrgica na região.

As famílias do Acampamento Marielle Franco vêm das periferias das cidades de Açailândia e Itinga, onde as dificuldades de emprego e a necessidade de terra para trabalhar levaram essas famílias à organização.

O MST no Maranhão já reivindica a área junto ao Incra, que informou que a área pertence a União Federal e tem uma extensão de cerca de 9 mil hectares, o que, segundo a coordenação do Movimento, daria para assentar cerca de 200 famílias.

Uma esperança em meio ao deserto verde

O Acampamento Marielle Franco surge como uma esperança, numa região de marcada pela monocultura do eucalipto e da soja. O Movimento reivindica o imediato assentamento destas famílias para que as mesmas já possam cumprir o seu papel de produzir comida para a população da região, além do papel na luta pela sobrevivência da produção familiar e da preservação da natureza.

Denúncia

Através da ocupação Marielle Franco, os Sem Terra chamam a atenção da sociedade e das autoridades para um possível uso irregular desta área pública pela empresa Viena Siderúrgica. A Empresa é dona de uma Siderúrgica que beneficia o minério de ferro extraído da Serra dos Carajás em Parauapebas, no Pará.

A Empresa tem várias propriedades na região com produção de eucaliptos para produção de carvão usados nos fornos das empresas de siderurgias em Açailândia.

Artigo originalmente publicado na página do MST.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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