Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Vitória da mobilização: apesar da repressão, municipários vencem primeiro round!

A vitória dos municipários é a vitória de uma visão alternativa para Porto Alegre e para o estado do Rio Grande do Sul,

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O PSOL RS repudia as ações ocorridas e manifesta solidariedade aos servidores municipais. A presidência da Câmara Municipal na última quarta-feira deu uma verdadeira demonstração de truculência, autoritarismo e subserviência ao prefeito Marchezan Jr. Na reunião de líderes que ocorreu na parte da manhã, o presidente da casa, Valter Nagelstein, aprovou a inversão de pauta, colocando na ordem do dia da sessão da tarde a votação dos projetos que tratavam da previdência e do regime de trabalho dos municipários.

Além de impedir a democracia e a participação dos trabalhadores durante a votação, a Brigada Militar foi posta dentro da Câmara para reprimir. Após muitas bombas de gás lacrimogêneo, a sessão foi encerrada. A categoria deu uma demonstração de combatividade diante do pacote que pode reduzir até 40% do salário dos servidores.

Na manhã seguinte, fruto da repercussão e da solidariedade com os manifestantes, a conjuntura começava a mudar. A proposta de uma sessão com portas fechadas foi interditada pela decisão judicial em caráter liminar concedida pelo juiz Sidnei Bruzuska. Tal decisão garantiu que o parlamento não funcionasse de forma secreta, abrindo a via para a maior pressão da categoria organizada e do povo em geral.

A deflagração da greve, na quinta-feira, foi fundamental para garantir a vitória contra o projeto que atacava as carreiras do funcionalismo público municipal. Após uma longa sessão, o resultado final foi considerado, uma “derrota acachapante” para o governo neoliberal de Marchezan Jr.

Na sexta-feira, com a votação dos projetos que tocavam o futuro regime de previdência complementar e o aumento da nova tabela do IPTU, o governo, ainda desbaratado pela derrota da noite anterior, retirou o quórum, jogando a decisão para a próxima segunda-feira.

É preciso seguir a mobilização, fortalecer a greve e construir a resistência em cada local de trabalho. O PSOL apoia a luta dos servidores e reforça o compromisso da sua bancada de lutar até o fim para derrotar o governo e seus projetos privatizantes, recessivos e de ataques à população e aos trabalhadores. Nos orgulhamos de nossa bancada- Fernanda Melchionna, Roberto Robaina e Professor Alex Fraga- protagonista junto ao conjunto de partidos e vereadores que se levantaram contra o autoritarismo de Marchezan Júnior e Valter Nagelstein.

A vitória dos municipários é a vitória de uma visão alternativa para Porto Alegre e para o estado do Rio Grande do Sul, longe do desmonte do serviço público que os direitistas que estão no poder querem impor. Existe luta e o primeiro round reforça a tendência à polarização para derrotar o projeto global da prefeitura tucana.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista