Não à proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Foto: Apu Gomes

Não à proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

Sâmia Bomfim defende um amplo debate sobre a BNCC a fim de garantir escola pública e de qualidade para todos.

Sâmia Bomfim 2 ago 2018, 18:49

O desgoverno do Temer diz que promoveu, no dia 2 de agosto, um “debate” sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), cuja premissa é estabelecer conteúdos mínimos dos ensinos infantil, fundamental e médio para todas as unidades escolares do Brasil.

Antes de qualquer reflexão, eu pergunto: como é possível debater com 509 mil professores as diretrizes de um documento de 500 páginas em um único dia?

Agora vamos à proposta! Feita de forma apressada e vertical, ela é claramente uma carta de intenções para o mercado. Primeiro, porque na reforma do ensino médio (Lei 13415/2017), Temer determinou que a BNCC fosse reduzida de 80% para 60%. E que 40% do ensino regular pudessem ser feitos à distância, esvaziando o ambiente escolar. Está previsto, também, que 100% do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) possa ser feito por EAD.

Sabemos que são megaempresas de educação as responsáveis pela tarefa do ensino à distância. Aí já viu, demissão de professores, condições inapropriadas de trabalho e piora na qualidade da educação, até porque há escolas particulas mais estruturadas e outras com quase nenhuma estutrutura.

E tem mais: só há obrigatoriedade dos ensino de português e matemática e não há nenhuma especificação clara sobre quais conteúdos podem ser oferecidos no tais intinerários formativos. Está tudo obscuro!

Precisamos dizer não a essa farsa! Queremos uma amplo debate sobre o tema a fim de garantir escola pública e de qualidade para todos. Afinal, educação não é mercadoria.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.