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A questão da confiança se impõe

Não restará outra coisa ao chefe de Estado que apelar para a questão de confiança, o que levará ao fechamento do Congresso e à convocatória de eleições antecipadas.

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A mensagem presidencial do domingo apresenta a “questão de confiança” como uma ameaça direta ao fujimorismo e ao Congresso a fim de que sejam aprovadas numa sessão extraordinária no meio da semana as quatro reformas propostas pelo Executivo.

Vistas os diversionismos e as manobras de todo o tipo para protelar, esvaziar e finalmente distorcer a iniciativa do Presidente Vizcarra por parte da Força Popular, o que fica claro é que a senhora Keiko quer impedir o avanço da luta contra a corrupção que demanda o povo.

Se a maioria congressual não atende a insistência presidencial não restará outra coisa ao chefe de Estado que apelar para a questão de confiança, o que levará ao fechamento do Congresso e à convocatória de eleições antecipadas. No entanto, é provável que a cartada presidencial dê lugar a uma negociação que salve as reformas e o referendo com as quais Vizcarra busca apoio social não só para chegar a 2021, mas também para ir além.

Do ponto de vista do movimento popular não resta outra coisa que exigir o cumprimento dos prazos para que o Referendo seja realizado em dezembro com o segundo turno das eleições locais. Junto com isso, demandar que se inclua a consulta por uma nova constituição via Assembleia Constituinte, o que implica novas regras do jogo para evitar que sigam os de sempre e se repita a história.

É a oportunidade para varrer os corruptos, avançar para mudanças profundas, acabar com a constituição de 93 e o modelo neoliberal. Com o povo nas ruas, vamos conseguir isso construindo no caminho nossa própria alternativa política para refundar a República com um Estado soberano, democrático, popular e plurinacional.

Artigo originalmente publicado no Portal da Esquerda em Movimento

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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