Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Temos lado!

Luciana Genro reflete sobre sua diplomação para deputada estadual (RS) e os desafios dos mandatos do PSOL.

Luciana Genro e Fernanda Melchionna foram diplomadas deputada estadual e federal no dia 19/12/2018. | Foto: Samir Oliveira
Luciana Genro e Fernanda Melchionna foram diplomadas deputada estadual e federal no dia 19/12/2018. | Foto: Samir Oliveira

Minha primeira diplomação de deputada estadual ocorreu em dezembro de 1994. Eu tinha 23 anos e me preparava para assumir um desafio que viria a ser muito maior do que eu imaginava. Havia sido eleita pelo PT, com pouco mais de 17 mil votos. No meu segundo mandato de deputada estadual fiz mais que o dobro desta votação, chegando a quase 37 mil votos em 1998. Depois vieram quase 100 mil votos para deputada federal, ainda pelo PT. E em 2006 foram mais de 186 mil votos, já pelo PSOL.

Desde 2010 estou sem mandato, o que acabou sendo muito positivo para a minha caminhada. Fundei o Emancipa, ONG de educação popular. Me formei advogada, atuei na área, fiz uma especialização em Direito Penal e um mestrado em Filosofia do Direito na USP. Fui candidata à presidência da República e à prefeita de Porto Alegre. Aprendi muito e consolidei meus ideais socialistas. Aprendi a importância de ser feminista, de lutar contra a LGBTfobia e o racismo.

Agora, 24 anos depois, volto a ser diplomada deputada estadual, pelo PSOL, partido que fundei e ajudei a construir e a fortalecer. Foram 73.865 votos. Este diploma que recebo é de cada um e de cada uma que digitou 50500 na urna. Não posso deixar de agradecer aos dirigentes do PSOL que construíram comigo esta vitória. Em nome de todos eles cito o Roberto Robaina, meu camarada desde o princípio. Sem ele nada disso teria acontecido. Junto comigo, pela primeira vez deputada, é diplomada Fernanda Melchionna deputada federal. Sua vitória é a prova de que as ideias que representei desde 1994 como parlamentar estão mais fortes. É a prova também de que as mulheres estão ocupando o seu espaço de forma cada vez mais intensa. Me orgulho de ser parte desta luta. Me orgulho da Fernanda, que como vereadora já conquistou o respeito e admiração de milhares e abre caminho para uma nova geração, assim como a Sâmia Bomfim, a Talíria Petrone, a Áurea Carolina e tantas outras que darão seguimento ao legado de Marielle Franco.

As cerimônias de diplomação em todo o país foram marcadas pela intolerância de apoiadores diretos do Bolsonaro. No Rio Grande do Sul não foi diferente. O PSOL tem lado. Nosso lado é o do povo pobre das periferias, dos trabalhadores explorados, das mulheres que se levantam contra a violência, das LGBTs que saíram do armário, da negritude que exige reparação, da juventude indignada. É para estes e estas que lutamos por este mandato e vamos exercê-lo com muita honra!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho

Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky

Leon Trotsky Joseph Stalin

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista