A saída para a crise da Venezuela é o diálogo político

A saída para a crise da Venezuela é o diálogo político

Integrantes da Frente Ampla veem como gravíssima autoproclamação de Guaidó como presidente do país.

Movimiento Autonomista 30 jan 2019, 12:51

Como organização não temos dúvidas quanto à legitimidade da eleição do govero de Nicolás Maduro. Venezuela vive hoje uma crise, e independente das críticas que possamos fazer ao governo Maduro, acreditamos que os momentos difíceis pelos quais passa o processo bolivariano são solucionados com mais democracia, protagonismo popular e sem intervencionismo estrangeiro.

Nesse sentido, nos parece gravíssima a autoproclamação de Guaidó como Presidente da Venezuela e, mais ainda, o apoio por parte do Presidente Trump. É inaceitável que o Presidente Piñera siga nessa mesma linha, que só faz escalar a violência e põe em risco a soberania e o direito de autodeterminação dos povos latino-americanos.

Chamamos o governo do Chile a colaborar numa saída centrada no diálogo político, como as propostas de mediação oferecidas pelo presidente do México López Obrador.

Reprodução da tradução realizada pelo Portal da Esquerda em Movimento.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.