Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

A saída para a crise da Venezuela é o diálogo político

Integrantes da Frente Ampla veem como gravíssima autoproclamação de Guaidó como presidente do país.

Como organização não temos dúvidas quanto à legitimidade da eleição do govero de Nicolás Maduro. Venezuela vive hoje uma crise, e independente das críticas que possamos fazer ao governo Maduro, acreditamos que os momentos difíceis pelos quais passa o processo bolivariano são solucionados com mais democracia, protagonismo popular e sem intervencionismo estrangeiro.

Nesse sentido, nos parece gravíssima a autoproclamação de Guaidó como Presidente da Venezuela e, mais ainda, o apoio por parte do Presidente Trump. É inaceitável que o Presidente Piñera siga nessa mesma linha, que só faz escalar a violência e põe em risco a soberania e o direito de autodeterminação dos povos latino-americanos.

Chamamos o governo do Chile a colaborar numa saída centrada no diálogo político, como as propostas de mediação oferecidas pelo presidente do México López Obrador.

Reprodução da tradução realizada pelo Portal da Esquerda em Movimento.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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