Professores e estudantes nas ruas: começou o pesadelo de Bolsonaro

Presidente foi recebido com protestos por conta dos cortes nas verbas do ensino público.

Equipe Sâmia Bomfim 7 maio 2019, 18:40

Em pouco tempo, Bolsonaro não conseguirá visitar mais nenhuma instituição de ensino brasileira, tamanha a revolta da população contra seus desmandos. Desta vez, milhares de estudantes, pais e professores cariocas aproveitaram a presença do presidente na comemoração dos 130 anos do Colégio Militar do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 6, para organizarem protestos contra o desmonte da educação no país.

Bolsonaro e sua equipe são contra a ciência e a educação brasileira. Na semana passada, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou cortes de 30% nas verbas destinadas às universidades e institutos federais.

Weintraub definiu as universidades públicas – consideradas as melhores do País e que seguem na vanguarda da pesquisa brasileira apesar de trabalharem com recursos cada vez mais escassos – como “espaços de balbúrdia”.

A estratégia de desqualificar e atacar instituições nacionais para depois cortar verbas já é velha conhecida deste governo, que segue jogando contra os direitos do povo brasileiro de trabalhar, estudar e ter uma vida minimamente digna.

Só que, mais uma vez, Bolsonaro e equipe erraram e terão de lidar com o levante de toda a sociedade contra o desmonte da educação. Hoje, além do Rio de Janeiro, estudantes da UFBA também protestaram. Há manifestações marcadas em São Paulo e em várias outras cidades do Brasil. Está começando uma onda de protestos em defesa da educação e contra esse governo autoritário. No próximo dia 15 de maio, está convocada uma paralisação nacional das instituições de ensino.

Artigo originalmente publicado no site de Sâmia Bomfim.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

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