Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

“O papel da esquerda socialista no interior do PSOL é manter o nosso partido vivo como um partido militante”

Entrevista com Leandro Recife, secretário-geral do PSOL.

Neste ano, assumiu a secretaria-geral do PSOL Leandro Recife num período de enfrentamentos contra o governo de Bolsonaro e seus ataques contra os direitos do povo. Em entrevista para a Revista Movimento, Leandro fala dos desafios de sua nova tarefa: fazer do PSOL uma alternativa à esquerda, participando das lutas de resistência e afirmando um perfil coerente, que se diferencie da experiência do PT e ganhe a confiança do povo.

Recife também fala de sua longa trajetória de 25 anos como militante socialista, apesar de sua juventude. Tendo iniciado seus passos no movimento estudantil secundarista, o novo secretário-geral do PSOL atuou no movimento sindical de professores, no movimento popular na Grande São Paulo, no movimento LGBT e, mais recentemente, acompanhando a interessante experiência do movimento de policiais antifascismo. Nosso secretário-geral também tem larga trajetória partidária: tendo militado no PT e participado do recolhimento de assinaturas pela legalização do PSOL, Leandro Recife contribuiu para a construção do partido em São Paulo e Pernambuco, além de ter, há anos, participação destacada nos debates nacionais de nosso partido. Confira a seguir a entrevista.

Movimento – Leandro, você recentemente assumiu a posição de secretário-geral do PSOL. Gostaríamos de iniciar esta entrevista perguntando sobre sua trajetória militante. Conte-nos como foi sua experiência nos espaços partidários e nos movimentos sociais.Leandro Recife – Bom, eu inicio minha militância política em 1994. Sou oriundo do movimento estudantil secundarista. No final de 94, início de 95, eu me filio ao PT e ajudo a organizar a juventude. Depois, eu me torno membro da Executiva do PT no ABC Paulista e faço uma militância bem rápida no movimento estudantil universitário: fui vice-presidente do Centro Acadêmico. Então, eu já ingresso no movimento sindical. Comecei a dar aulas, em 2002, quando me filio à APEOESP. Fui candidato a conselheiro estadual do sindicato e me elegi. Passei 10 anos militando na educação. No final de 2004, nós nos filiamos ao PSOL. Anteriormente, já tínhamos ajudado a recolher assinaturas para a legalização do partido. Há quase 15 anos, estamos construindo o PSOL. No partido, fui secretário estadual de comunicação em São Paulo, depois secretário de finanças. Vim para o PSOL nacional na sequência: fui secretário de movimentos sociais, de organização, de relações institucionais e hoje sou secretário-geral. Nos movimentos sociais, dediquei um bom tempo a organizar o movimento LGBT. Fui idealizador e estava com a companheirada que ajudou a organizar as primeiras paradas no ABC Paulista. Também estive, desde os primeiros anos, na mobilização das paradas em São Paulo. Eu fui um dos primeiros participantes da primeira parada, quando nós tínhamos juntado duas mil pessoas, e hoje se tornou esse fenômeno, esse monstro com um monte de gente. Mas os primeiros anos foram muito difíceis. Acho que da quarta parada em diante que começou a juntar uma multidão.

Esta entrevista faz parte da edição n. 13 da Revista Movimento. Para ler o texto completo, compre a revista aqui!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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