Todo apoio às mobilizações de Hong Kong
Agência Brasil

Todo apoio às mobilizações de Hong Kong

Nós do PSOL nos solidarizamos com a juventude em luta na região autônoma de Hong Kong.

Executiva Nacional do PSOL 1 ago 2019, 12:32


Nos últimos dois meses a população de Hong Kong tem ocupado às ruas da região chinesa semi-autônoma em enormes manifestações em defesa dos direitos civis, enfrentando tanto a dura repressão policial como a violência de gangues ligadas à máfia supostamente apoiadas pelo governo. As mobilizações começaram em resposta à proposição de uma nova lei que permitiria a extradição de cidadãos da ilha para a China continental, uma óbvia manobra legal que aumentaria a perseguição contra ativistas  a partir da ameaça de extradição para o governo de Pequim.

Mesmo após o governo ter dito que o projeto estava “morto”, as manifestações continuam, exigindo sua retirada forma da agenda do LegCo (parlamento local). Elas são compostas majoritariamente por jovens que lutam por liberdades democráticas, como o direito à livre expressão e organização política, o não processamento dos manifestantes detidos, a eleição democrática do governo local e contra o aumento da influência do governo chinês continental na região autônoma.

Esta é a maior crise política de Hong Kong desde que deixou de ser uma colônia britânica e retrata o atual impasse vivido dentro do modelo “um país, dois sistemas”, afetando a ditadura em um contexto inédito desde o Massacre da Praça da Paz Celestial em 1989 e que pode se combinar também com processos de luta e mobilização também  na China continental. Apesar da dificuldade de acesso à informação e da falta de credibilidade dos dados oficiais, os duros ataques da imprensa oficial sugerem possibilidades de uma crise ainda maior.

O recente ataque na estação Yuen Long, no qual grupos fascistas ligados à máfia Tríade atacaram manifestantes, jornalistas e transeuntes com apoio da polícia, demonstra que a escalada de violência continua. Da mesma forma, a intensificação da repressão policial e da perseguição às lideranças do movimento também demonstram os perigos colocados para este movimento popular em sua jornada pela defesa de direitos básicos.

Desde o Brasil, nós do PSOL nos solidarizamos com a juventude em luta na região autônoma de Hong Kong e expressamos nosso apoio à resistência contra o autoritarismo e a violência policial que hoje ameaçam esta população.

Artigo originalmente publicado no site do PSOL.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.