XX aniversário do MES/PSOL – Seminário Internacionalista

XX aniversário do MES/PSOL – Seminário Internacionalista

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 2019 o MES, realizará um ato público e mesas de debate em São Paulo.

Executiva Nacional do MES/PSOL 1 ago 2019, 17:30

Crise capitalista, novas alternativas políticas e estratégia socialista

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 2019, por ocasião de seu XX Aniversário, o Movimento Esquerda Socialista – MES, realizará um ato público e mesas de debate em São Paulo.

Neste espaço, o MES promoverá também um Seminário Internacionalista, com o objetivo fazer uma reflexão sobre as experiências de mudança que ocorreram nestes últimos 20 anos na América Latina e nos EUA como parte dos acontecimentos que se sucederam em todo o mundo.

O MES é uma corrente fundadora do PSOL, que, junto a outras organizações, optou por gestar um Partido independente e socialista à esquerda do PT depois de que este assinou um compromisso de co-governo com a grande burguesia brasileira.

A ofensiva imperialista no continente, sendo um fator real de desestabilização, não consegue a explicar por si só os limites e contradições dos “governos progressistas”. Um olhar crítico a partir da esquerda se impõe para tirar conclusões que ajudem a encarar os novos processos que buscam abrir um novo curso como saída à crise capitalista na região. Ao mesmo tempo, nos EUA está se desenvolvendo uma nova onda socialista que abre novas expectativas para a esquerda. Entre suas demandas, está o enfrentamento ao muro de Trump e à repressão contra os imigrantes latino-americanos.

Esta nova situação que atravessamos necessita do intercâmbio de experiências e um debate sobre os desafios que enfrenta a esquerda anticapitalista, a partir justamente das experiências recentes que deixam estes processos. E nesse sentido propomos, entre outros, abordar diferentes pontos:

→ A crise mundial sistêmica e América Latina e os EUA como parte dela.
→ O crescimento do autoritarismo e ao mesmo tempo de uma grande reação democrática contrária.
→ A aparição de uma onda de protestos e rebeliões que rejeitam os planos neoliberais a serviço das grandes corporações e bancos.
→ O papel dos trabalhadores, da juventude e do movimento feminista dentro dos mesmos.
→ O fracasso do que chamamos velhas esquerdas e as tentativas de governos de conciliação de classes que também fracassaram.
→ A aparição de novos processos políticos do qual destacamos a maré socialista dos EUA, como a nova esquerda que se constrói na América Latina.
→ A necessidade do intercâmbio de ideias e debates dos quais participamos e estamos na linha de frente nesta situação em meio da desagregação e ausência de uma alternativa internacional, cientes de que tentativas são possíveis para superar esta situação.

Propomos uma reunião de trabalho para aportar, elaborar, encontrar coincidências de políticas e de iniciativas aberto às organizações de esquerda que se propõem abordar estes temas de maneira conjunta.

O desafio é imenso, posto que é preciso deter o autoritarismo e ao mesmo tempo gestar alternativas confluentes, amplas, unitárias, com um claro programa de ruptura a partir de uma estratégia socialista e internacionalista.

15 de Novembro: Ato público com presença de delegações internacionais (16h) e Confraternização (20h)
16-17 de Novembro: Reuniões e Seminário Internacional

*COMITÊ EXECUTIVO DE MES – 09 de Julho de 2019*


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.