Discurso incendiário de Bolsonaro ameaça a Amazônia e derrete imagem do Brasil no exterior
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Discurso incendiário de Bolsonaro ameaça a Amazônia e derrete imagem do Brasil no exterior

A maneira leniente e irresponsável que Bolsonaro tratou a questão das queimadas fez o mundo se levantar em defesa da floresta.

Sandro Pimentel 2 set 2019, 19:05

É preciso falar sobre a mais recente crise que o governo Bolsonaro colocou o Brasil e a  necessidade de preservação da Amazônia brasileira. A imagem do país, que tem reconhecida liderança  mundial na área ambiental, derreteu e levaremos décadas para reconstruir o que Bolsonaro, com sua fala irresponsável, agora destrói. É necessário ressaltar que a Amazônia é brasileira, mas a maneira leniente e irresponsável que Bolsonaro tratou a questão das queimadas fez o mundo se levantar em defesa da floresta. 

Vamos fugir das teorias conspiratórias que habitam a cabeça do Presidente e focar nos fatos. A Amazônia é a maior floresta tropical e a maior reserva de biodiversidade do planeta. Uma em cada dez espécies de animais do mundo habita a floresta. É importante no regime de chuvas na América do Sul, e apesar de não ser o pulmão do mundo, ajuda a estabilizar o clima global.  Dados do INPE registraram que de janeiro até agora foram 73.383 focos de incêndio, 84% a mais do que no mesmo período do ano passado. Levantamento da BBC comprovou que enquanto as queimadas dispararam, as multas do IBAMA sob a gestão Bolsonaro despencaram, foram 29% menor do que em relação aos primeiros 8 meses de 2018. Sem contar que sete superintendências do IBAMA em áreas da floresta seguem sem ninguém no cargo desde janeiro, o que levou as piores queimadas num mês de agosto nos últimos 21 anos. 

O discurso irresponsável de Bolsonaro que nega o aquecimento global,e está desmontando a estrutura legal e material do IBAMA e do Instituto Chico Mendes, é lida  como uma autorização branca por ruralistas e madeireiros. Eles chegaram a organizar no Pará, em 10 agosto, o famigerado dia do fogo. Uma série de queimadas para demonstrar apoio às políticas de desmonte ambiental  do Presidente Jair Bolsonaro.

A ministra da Agricultura, rainha do veneno, Tereza Cristina afirmou que as falas do presidente da França, Emmanuel Macron, colocaram o Brasil numa crise de imagem. Mais uma mentira desse governo. Claramente, quem foi o pivô dessa crise é o próprio presidente brasileiro que preferiu as mentiras para a sua base, afirmando sem nenhuma prova que Ongs de proteção ambiental eram responsáveis pelo fogo, e só decidiu fazer algo para conter os incêndios depois do terceiro dia de crise internacional, após alta pressão de líderes e organizações internacionais. 

Toda a pressão internacional é bem vinda, desde que esta  respeite a soberania brasileira e os povos da floresta. É necessário também desconfiar da defesa patriota de um governo que a todo instante entrega o patrimônio nacional para  grupos estrangeiros. No mais é preciso repudiar fortemente o apoio do Presidente a comentário machista sobre a primeira dama da França. Bolsonaro ainda não entendeu o tamanho do cargo que ocupa. Se comporta como um adolescente malcriado. Infelizmente, os incêndios causados pela boca do Presidente estão ficando cada dia mais difíceis de apagar.  

Fonte: https://www.saibamais.jor.br/discurso-incendiario-de-bolsonaro-ameaca-a-amazonia-e-derrete-imagem-do-brasil-no-exterior/


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.