A luta dos povos indígenas é internacional! Solidariedade ao povo Equatoriano!
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A luta dos povos indígenas é internacional! Solidariedade ao povo Equatoriano!

O movimento indígena do Equador é das mobilizações.

Ingrid Paranatinga 9 out 2019, 14:22

Há seis dias o Equador vem enfrentando grandes manifestações em resposta ao anúncio de Moreno. Liderado pelos povos indígenas, as manifestações seguem exigindo para que o presidente do país volte atrás do desmonte dos subsídios acertados com o Fundo Monetario Internacional (FMI).

O movimento indígena do Equador é vanguarda dessas grandes mobilizações, desde a década de 1990, setores e sindicatos indígenas se organizam e protagonizam grandes lutas no país, resultados dessas mobilizações foram a queda de 3 governos: Abdala Bucaram (1997); Jamil Mahuad (2000); e Luciano Gutierrez (2005), 3 presidentes em 10 anos.

Com Lênin Moreno não será diferente, apesar da mudança da sede do governo de Quito para Guayaquil, líderes Indígenas continuam pressionando e afirmam que irão colocar 20mil nas ruas em marcha até a nova sede do governo.

As lutas dos povos indígenas do Equador não diferem muito da luta dos indígenas do Brasil. Assim como Moreno que nega direitos aos povos originários com sua política neoliberal, aqui no Brasil seguimos na luta diária contra o governo do Bolsonaro que antes de assumir o mandato já vinha nos atacando, e no seu primeiro dia confirmou sua linha política aliada aos interesses da “bancada do Boi, da Bala e da Bíblia”, negando direitos a população indígena Brasileira.

A auto-organização dos povos indígenas é fundamental na derrubada de ditadores, e os povos do Equador estão mostrando isso, encabeçando manifestações, ocupando o congresso, e colocando milhares as ruas gritando “O Povo Unido Jamais Será vencido!”

“Ou revoga as medidas do FMI, ou se demita!”
Sigamos o exemplo do Equador. Aqui prestamos nossa solidariedade ao povo Equatoriano e seguimos na luta contra as medidas neoliberais de Bolsonaro.

Artigo originalmente publicado aqui.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.