Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

A luta dos povos indígenas é internacional! Solidariedade ao povo Equatoriano!

O movimento indígena do Equador é das mobilizações.

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Há seis dias o Equador vem enfrentando grandes manifestações em resposta ao anúncio de Moreno. Liderado pelos povos indígenas, as manifestações seguem exigindo para que o presidente do país volte atrás do desmonte dos subsídios acertados com o Fundo Monetario Internacional (FMI).

O movimento indígena do Equador é vanguarda dessas grandes mobilizações, desde a década de 1990, setores e sindicatos indígenas se organizam e protagonizam grandes lutas no país, resultados dessas mobilizações foram a queda de 3 governos: Abdala Bucaram (1997); Jamil Mahuad (2000); e Luciano Gutierrez (2005), 3 presidentes em 10 anos.

Com Lênin Moreno não será diferente, apesar da mudança da sede do governo de Quito para Guayaquil, líderes Indígenas continuam pressionando e afirmam que irão colocar 20mil nas ruas em marcha até a nova sede do governo.

As lutas dos povos indígenas do Equador não diferem muito da luta dos indígenas do Brasil. Assim como Moreno que nega direitos aos povos originários com sua política neoliberal, aqui no Brasil seguimos na luta diária contra o governo do Bolsonaro que antes de assumir o mandato já vinha nos atacando, e no seu primeiro dia confirmou sua linha política aliada aos interesses da “bancada do Boi, da Bala e da Bíblia”, negando direitos a população indígena Brasileira.

A auto-organização dos povos indígenas é fundamental na derrubada de ditadores, e os povos do Equador estão mostrando isso, encabeçando manifestações, ocupando o congresso, e colocando milhares as ruas gritando “O Povo Unido Jamais Será vencido!”

“Ou revoga as medidas do FMI, ou se demita!”
Sigamos o exemplo do Equador. Aqui prestamos nossa solidariedade ao povo Equatoriano e seguimos na luta contra as medidas neoliberais de Bolsonaro.

Artigo originalmente publicado aqui.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista