Clipping do Observatório Internacional (9/11)
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Clipping do Observatório Internacional (9/11)

Sobre o que de mais importante aconteceu na última semana.

Charles Rosa 13 nov 2019, 16:50

Confira nesta edição do Clipping do Observatório Internacional notícias, artigos e reportagens sobre a explosão social que ocorre em diversos países do mundo nas últimas semanas. Selecionamos diversos links com conteúdo atualizado, por exemplo sobre os protestos no Chile, Bolívia, Peru, Haiti, Panamá, Catalunha, Guiné, Hong Kong, Líbano e Iraque. Além disso, indicamos também os seguintes assuntos: a convocatória de uma greve nacional na Colômbia; o repúdio na ONU ao embargo econômico a Cuba; o triunfo do Partido Democrata nas eleições de Kentucky e Virgínia a um ano da eleições presidenciais de 2020; o endurecimento da política migratória de Macron na França; as pesquisas eleitorais na Espanha e no Uruguai; os 30 anos da queda do Muro de Berlim; a condenação do “senhor da guerra” congolês; a catastrófica poluição do ar em Délhi na Índia.

NOTÍCIAS E ARTIGOS DA IMPRENSA INTERNACIONAL

Rebelião Popular no Chile

LA TERCERA (06/11): “Tribunal aceita denúncia contra presidente Piñera” (em espanhol)

A ação legal indicia a todos os responsáveis por cometer supostos delitos de lesa-humanidade a partir do Estado de Emergência decretado em 19 de outubro. O libelo foi subscrito por 16 advogados e foi entregue na segunda-feira ao 7° Juizado de Garantia de Santiago.

EL PERIODICO (09/11): “Chile completa 3 semanas de protestos com uma multitudinária marcha em Santiago” (em espanhol)

Depois de vários dias de concentrações mais minoritárias, as ruas da capital chilena voltaram a se encher de gente de todas as idades, inclusive anciãos e crianças, que de maneira pacífica denunciaram também a repressão com a qual as forças de segurança estão tentando conter a explosão social que já custou a vida de vinte pessoas e deixou milhares de feridos.

AL JAZEERA (04/11): “Entre tumultos, chilenos demandam nova constituição” (em inglês)

Pesquisas recentes no Chile mostram que o apoio a uma nova constituição aumentou para 80%. O índice de aprovação do presidente chileno Sebastian Pinera caiu abaixo de 15%, de acordo com a Cadem, uma importante empresa de pesquisa e marketing. Muitos estão pedindo sua renúncia.

Crise institucional na Bolívia

BBC Mundo (08/11): “Agentes policiais se declaram em motim enquanto o governo qualifica a ação de ‘aquartelamento’” (em espanhol)

Policiais das cidades bolivianas de Sucre, Santa Cruz e Cochabamba se declararam amotinados nesta sexta-feira em protestos contra o governo do presidente Evo Morales. Por sua vez, o Comando Geral da Polícia Boliviana afirmou num comunicado que “os efetivos policiais encontram-se aquartelados e não amotinados”. A Bolívia atravessa uma grave crise política em virtude das eleições presidencais de 20 de outubro nas quais foi declarado ganhador Evo Morales em meio a fortes reclamações de fraude da oposição. Ao menos três pessoas morreram nos enfrentamentos entre partidários do presidente e seus detratores, que passaram a exigir não mais um segundo turno, mas a renúncia do presidente e a convocatória de novas eleições.

XINHUA (08/11): “Evo Morales descarta renúncia e pede mobilização em defesa do processo de mudanças” (em espanhol)

O presidente boliviano, Evo Morales, disse hoje a seus detratores políticos da oposição que “não renunciará”, e convocou as organizações sociais afins a seu governo a defender o “processo de mudança” que vem desenvolvendo desde 2006. Nesta sexta-feira, completam-se 19 dias de protestos na Bolívia, muitas delas violentas, as quais deixaram três mortos e mais de 370 feridos, segundo a Defensoria do Povo.

Processo eleitoral no Uruguai

INFOBAE (05/11): “Uma nova pesquisa no Uruguai dá uma vantagem de 5 pontos a Luis Lacalle Pou a duas semanas do segundo turno” (em espanhol)

Equipos Consultores divulgou uma pesquisa para o segundo turno na noite da última terça-feira. 47% dos entrevistados afirmaram que votarão em Luis Lacalle Pou, do Partido Nacionalenquanto 42% susteve que optará por Daniel Martínez, da Frente Ampla. 5% dos uruguaios comentaram que votarão em branco ou nulo e 6% ainda estão indecisos. Os dados mostram, segundo o instituto, que Lacalle Pou cresceu 18 pontos em relação a sua votação de primeiro turno (de 29% para 47%), ainda que permaneça abaixo da votação total da “coalizão opositora” (54%) nas eleições gerais, enquanto Martínez sobe 3 pontos (de 39% para 42%).

Protestos na Colômbia

EL PAIS (06/11): “Convocam paralisação nacional para 21 de novembro” (em espanhol)

Sindicatos, comunidades indígenas e setores sociais colombianos convocaram uma greve nacional para o próximo 21 de novembro para, segundo disseram nesta quarta-feira, rechaçar supostas reformas do regime previdenciário e da política econômica do Governo, com o qual esperam “sintonizar” o país com os protestos do continente.

Protestos contra a mineração no Peru

LA REPUBLICA (07/11): “Retomados os protestos em Arequipa contra Tía Maria” (em espanhol)

Protestantes mostraram seu inconformismo com sua decisão do Conselho de Mineração. Nesta quinta-feira será realizada uma reunião na Federação Departamental de Trabalhadores de Arequipa para definir detalhes de manifestações. Os agremiados disseram que desta maneira serão retomadas as manifestações, depois que o Conselho de Mineração resolvesse declarar improcedentes e infundados os recursos de revisão contra a licença.

Rejeição a Lenín Moreno no Equador

TELESUR (06/11): “Aumenta rejeição à gestão de Lenín Moreno, segundo pesquisa” (em espanhol)

A pesquisa realizada pela empresa Perfiles de Opinión do Equador refletiu nesta quarta-feira que 73,85% dos equatorianos desaprovam a gestão do presidente Lenín Moreno. Dos consultados, 45,93% qualificaram de “má” a gestão do mandatário, enquanto que 27,92% afirmaram que esta é “muito má”.

RT (08/11): “Indígenas do Equador advertem que podem retomar mobilizações se o Governo desestima sua proposta econômica” (em espanhol)

A Confederação de Nacionalidades Indígenas da Amazônia Equatoriana (CONFENIAE) advertiu retomar “a mobilização a nível nacional” se o Governo do Equador desestima a proposta econômica e social apresentada pelo movimento indígena. Esta resolução foi tomada numa assembleia, realizada nesta quinta-feira, da CONFENIAE, uma das três organizações regionais que conformam a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (COANIE), que esteve à frente dos protestos antigovernamentais do início de outubro.

Rebelião popular no Haiti

RMR (06/11): “Governo do Haiti busca criar uma guerra civil e militarizar o país“, por Lautaro Rivara (em espanhol)

O governo do Presidente Jovenel Moise começou neste 5 de novembro uma operação para retirar as barricadas nas ruas de Porto-Príncipe, depois de 8 semanas de mobilizações interrompidas.

Repúdio na ONU ao embargo contraCuba

INFOBAE (07/11): “A ONU condenou o embargo contra Cuba com a oposição dos EUA” (em espanhol)

Pelo 28º año consecutivo, o embargo estadunidense imposto a Cuba há quase seis décadas foi condenado por esmagadora maioria na Assembleia Geral da ONU, onde a resolução cubana colheu 187 votos contra três, os dos Estados Unidos, Israel e pela primeira vez, Brasil.

Protestos no Panamá

NOTIMÉRICA (07/11): “Milhares de panamenhos retomam os protestos contra a reforma constitucional” (em espanhol)

Milhares de pessoas voltaram a sair às ruas no Panamá para retomar os protestos contra a reforma constitucional que impulsionam o Governo e os deputados da Assembleia Nacional do país. Os manifestantes voltaram a se reunir na praça 5 de maio com bandeiras e consignas depois de ter suspendido a luta durante alguns dias. A jornada desta quarta-feira coincidiu ademais com o começo do julgamento de 96 estudantes detidos durante protestos registrados na semana passada.

EUA

NY TIMES (05/11): “Democratas conquistam controle na Virgínia e reivindicam vitória apertada na disputa para o governo de Kentucky” (em inglês)

Os democratas conquistaram o controle completo do governo da Virgínia pela primeira vez em uma geração na terça-feira e reivindicaram uma vitória estreita na corrida do governador de Kentucky, enquanto os republicanos lutavam nos subúrbios onde o presidente Trump é cada vez mais impopular.

THE GUARDIAN (05/11): “Trump inicia processo de um ano para sair formalmente do acordo climático de Paris” (em inglês)

Donald Trump está se movendo para sair formalmente do acordo climático de Paris, tornando os Estados Unidos o único país do mundo que não participará do pacto, já que as temperaturas globais devem subir 3C e o agravamento do clima extremo levará milhões à pobreza.

Endurecimento da política migratória na França

EL PAÍS (07/11): “A polícia francesa desaloja 1606 imigrantes de acampamentos precários em Paris” (em espanhol)

A remoção se produz num contexto novo, o do endurecimento por parte do Governo de Emmanuel Macron do tom em matéria migratória, tema no qual acaba de anunciar a instauração de uma política de cotas e restrições de acesso à saúde dos demandantes de asilo que causaram revolta de organizações humanitárias.

Eleições gerais no Estado Espanhol

EL MUNDO (08/11): “O que dizem as pesquisas eleitorais para as eleições gerais de novembro na Espanha“, (em espanhol)

As pesquisas eleitorais captam um leve retrocesso do PSOE em relação a abril em intenção de voto. O PP e o Vox se beneficiram da repetição eleitoral, enquanto Ciudadanos seria a força mais castigada em comparação com 28-A.

LA VANGUARDIA (07/11): “Tsunami Democratic convoca um “11-S de três dias” em sua ação mais ‘ambiciosa’” (em espanhol)

A plataforma independentista Tsunami Democràtic convocou seus seguidores a se prepara para sua ação mais ‘ambiciosa’ até o momento. Segundo explica numa mensagem distribuída por seus canais habituais, tratar-se-ia de um ‘um grande 11S’ em referência às grandes mobilizações da Diada, ‘de três dias que irão de 11 a 13 de novembro, justamente os três dias posteriores às eleições do domingo.

30 anos da queda do Muro de Berlim

EL PAÍS (08/11): “Do muro aos muros“, por Josep Ramoneda (em espanhol)

Há trinta anos caiu o muro de Berlim, desde então na Europa se multiplicaram os muros físicos e mentais. Aquele muro servia para impedir a saída. Os atuais pretendem impedir a entrada.

THE GUARDIAN (08/11): “A queda do Muro de Berlim: as lições da história“, editorial (em inglês)

Foi saudado como o triunfo definitivo da democracia liberal. Trinta anos depois, as lições de 1989 parecem bastante diferentes.

LE MONDE (08/11): “Uma exigência planetária: reconquistar a democracia“, editorial (em francês)

De Santiago a Beirute, via Argel ou Hong Kong, uma onda de protestos populares está abalando o mundo. Esses movimentos devem ser apoiados para gerar um reequilíbrio em favor do político, do social e do ambiental.

Condenação do “O Exterminador” da RD do Congo

BBC (07/11): “Bosco Ntaganda sentenciado a 30 anos por crimes na Rep. Democrática do Congo” (em inglês)

Um ex-líder rebelde congolês foi condenado a 30 anos por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Bosco Ntaganda, apelidado de “Exterminador”, foi condenado em 18 acusações, incluindo assassinato, estupro, escravidão sexual e uso de crianças-soldados. Os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) descobriram em julho que combatentes leais a Ntaganda haviam realizado massacres terríveis de civis. A sentença é a mais longa que o TPI já proferiu.

Protestos na Guiné

FRANCE24 (04/11): “Manifestantes da Guiné são feridos por tiros em confrontos com a polícia” (em inglês)

Pelo menos duas pessoas foram baleadas e feridas na capital da Guiné na segunda-feira, durante confrontos entre policiais e manifestantes que compareceram aos funerais de vítimas de violência em manifestações recentes, disseram um correspondente da AFP e médicos. A violência eclodiu depois que centenas marcharam em Conakry para acompanhar caixões de pessoas mortas em mais de uma semana de manifestações contra o presidente Alpha Conde em busca de um terceiro mandato no pobre país da África Ocidental.

Protestos no Iraque

AL-JAZEERA (07/11): “Iraque: 4 manifestantes mortos em Bagdá; porto sul chave fechado novamente” (em inglês)

As forças de segurança do Iraque mataram a tiros pelo menos quatro manifestantes em Bagdá na quinta-feira, disseram fontes policiais e médicas, já que semanas de agitação mortal não mostraram sinais de diminuição. Outras 35 pessoas ficaram feridas em confrontos perto da ponte Shuhada, enquanto as manifestações em massa continuavam pelo 13º dia consecutivo, com milhares de pessoas ocupando áreas centrais da capital.

Revolta no Líbano

EL PAÍS (06/11): “A revolução tem voz feminina no Líbano“, por Natalia Sancha (em espanhol)

Como ao restante dos cidadãos, às mulheres lhes sobram motivos para somar-se à revolução em marcha contra um sistema que consideram sectário e que levou o Líbano à beira do colapso financeiro. São mais da metade dos 4,5 milhões de habitantes do país e se dizem duplamente oprimidas pelo regime político-confessional que desde o fim da guerra civil (1975-1990) lhes relegou a cidadãs de segunda sob a tutela legal de seus progenitores ou esposos.

Ataque aos curdosno norte da Síria

YAHOO NEWS (08/11): “Para os curdos sírios e trabalhadores humanitários – a ‘zona segura’ não é tão segura“, (em inglês)

A ofensiva turca contra milícias curdas no nordeste da Síria, lançada em 9 de outubro após a decisão do presidente Trump de retirar as tropas americanas da região, ” impactou severamente ” uma situação humanitária já terrível, dizem as Nações Unidas. Os civis estão fugindo das áreas de fronteira, alguns indo para o vizinho Iraque. Apesar do cessar-fogo anunciado pela Casa Branca e pelo presidente turco Recep Erdogan, testemunhas oculares e combatentes curdos dizem que os combates continuaram. Um punhado de grupos humanitários liderados por cristãos permanece no nordeste da Síria após a retirada das principais organizações internacionais de ajuda.

Protestos em Hong Kong

LIBERATION (08/11): “Manifestações em Hong Kong: uma morte e algumas perguntas” (em inglês)

Na sexta-feira, um estudante de 22 anos morreu após uma queda e cinco dias de coma. Os manifestantes acusam a polícia, mas as circunstâncias continuam incertas. As circunstâncias de sua queda permanecem obscuras, mas já existem pedidos para vingar sua morte, a primeira desde o início do protesto político na região semi-autônoma da China. A polícia, sob críticas há meses, é suspeita dos piores atos.

Poluição de Nova Délhi

THE GUARDIAN (08/11): “Os políticos tóxicos de Délhi devem ser responsabilizados por essa poluição mortal“, por Aruna Chadrasekar (em inglês)

Sete das 10 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia. Se a nação quiser respirar melhor e sobreviver às crises à sua porta, poderá usar muito mais irreverência e alianças improváveis – responsabilizando-se por governos que não consultam os mais afetados nas decisões que afetam a todos nós. Não pode haver justiça climática sem igualdade – local, intergeracional e internacional. A política algum dia alcançará?

ARTIGOS E DEBATES DA ESQUERDA INTERNACIONAL

30 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM

VIENTO SUR (08/11): “De um muro ao outro“, por Myriam Desert (em espanhol)

No 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, publicamos um estudo que esboça as dissonâncias da reunificação alemã, ou seja, das emoçoes e percepções que não foram atendidas e que solapam o sentimento de pertencimento comum.

JACOBIN MAGAZINE (04/11): “Outra Alemanha Oriental era possívelpor Andreas Peglau (em inglês)

As cenas de milhares de alemães orientais que atravessam a travessia do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989 são lembradas como o fim da Guerra Fria. Mas em 4 de novembro, quase um milhão havia se manifestado a favor da reforma – e eles queriam criar o socialismo democrático em solo da Alemanha Oriental.

REBELIÕES POPULARES PELO MUNDO

CONTRETEMPS (02/11): “A classe trabalhadora está se tornando um ator político“, entrevista com Karina Nohales e Javier Zuñiga (em francês)

Algo curioso aconteceu, as pessoas não sentiram medo e saíram às ruas, apesar da presença militar e do toque de recolher. Em termos de autodefesa, um povo desarmado tem duas soluções e usou as duas: sua criatividade e sua massividade

NUEVO SOCIEDAD (03/11): “O fim do neoliberalismo e o renascimento da história“,por Joseph Stiglitz (em espanhol)

Durante 40 anos, as elites em países ricos e pobres prometeram que as políticas neoliberais conduziriam a um crescimento econômico mais rápido, e que os lucros se reduziriam para que todos, inclusive os mais pobres, estivessem melhor. Agora que a evidência está disponível, é de se estranhar que a confiança nas elites e a confiança na democracia tenham desmoronado?

REBELION.ORG (07/11): “As rebeliões populares e a construção do futuro“, por Pablo Dávalos (em espanhol)

As mobilizações sociais em todas as partes do mundo, são a constatação de que o capitalismo do século XX está chegando a seu fim e que outra sociedade, outras referências, outros discursos estão emergindo nesta conjuntura. Essas mobilizações sociais estão construindo um outro mundo possível.

NAIS (05/11): “As revoltas de outubro“, por Raúl Zibechi (em espanhol)

As revoltas de outubro respondem a um acúmulo de agravos. No Equador assumiu a forma de levante bem estruturado, recuperando a longa experiência do movimento indígena que desta vez caminhou de mãos dadas com os setores populares urbanos, em geral classes médias profissionais, estudantes e centenas de milhares de indígenas migrantes. No Chile é uma explosão sem organizações convocantes, porque foi a imbecilidade do poder que levou milhões às ruas. Como cada povo se comporta conforme sua experiência anterior, a compreensão dos levantes e explosões devem ser rastreados nas ações anteriores realizadas pelos atores coletivos.

VIENTO SUR (31/10): “O mundo se levanta contra a austeridade e o autoritarismo“, por Dan La Botz (em espanhol)

 O elemento comum é que estas revoltas são protagonizadas pela classe média baixa, a classe operária e o povo pobre. Estes movimentos diversos transbordaram em todas as partes os diques de contenção do sistema político. As ondas de protesto golpeiam os cimentos do Estado.  

DEMOCRACY NOW (02/11): “Uma revolução mundial em marcha“, por Amy Goodman e Denis Moynihan (em espanhol)

Como os incêndios florestais, os levantes populares contra os líderes corruptos autocráticos, as políticas de austeridade e a desigualdade também estão se estendendo e se intensificando. Os povos também estão inundando as ruas do mundo inteiro, vinculando os movimentos contra a desigualdade com a luta por um mundo justo e sustentável, alimentado por energias renováveis.

JACOBIN MAGAZINE (07/11): “O movimento de protesto do Líbano está apenas começando“, por Mona Khneisser (em inglês)

O massivo movimento de protesto no Líbano, agora em sua quarta semana, ainda está longe de seu objetivo de mudança sistêmica. Mas as manifestações sem precedentes contra a austeridade não mostram sinais de desaceleração.

PST (07/11): “Um novo fôlego para impulsionar a auto-organização e preparar a greve unitária geral!“, por Samir Larabi (em francês)

A maré humana que inundou todas as cidades do país em 1º de novembro de 2019 e, mais particularmente, Argel, consagrou indiscutivelmente um novo espírito mobilizador de nosso revolucionário Hirak, no início de seu nono mês.

MIDDLE EAST EYE (06/11): “Um novo movimento social desafia o poder sectário no Iraque“, por Harith Hasan (em inglês)

O movimento popular reflete um crescente confronto entre a antiga linguagem das ‘seitas’ e uma nova linguagem da cidadania e da justiça social

Fonte: Observatório Internacional da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.