Ruralistas tentam agredir Juma Xipaya e Raoni Kaiapó em Altamira-Pará
Foto: Mídia Ninja

Ruralistas tentam agredir Juma Xipaya e Raoni Kaiapó em Altamira-Pará

Grupo de ruralistas invade o Seminário “Amazônia: Centro do Mundo”, na cidade de Altamira/PA, e ameaça lideranças indígenas.

Heloise Rocha 19 nov 2019, 19:46

Na manhã do dia 18 de novembro, teve início o Seminário “Amazônia: Centro do Mundo”, na cidade de Altamira/PA, tendo como objetivo discutir e buscar formas de proteção da floresta e pensar coletivamente formas de desenvolvimento sustentável para os povos da Amazônia. 

Na plenária estavam presentes ativistas de movimentos sociais em defesa da floresta, pesquisadores, ambientalistas e indígenas de diversas etnias (kaiapo, juruna, xikrins, xipayas, yanomamis, entre outros). As mulheres eram maioria no evento. 

De maneira lamentável, o evento foi invadido por ruralistas e representantes do agronegócio, alguns deles armados, acompanhados do “antropólogo dos ruralistas” Edward Luz, figura já conhecida e bastante repudiada por suas teses racistas que negam, com argumentos pseudocientíficos, os direitos originários dos povos indígenas, a exemplo do que ele tem feito na região do Baixo Tapajós, no Pará. 

O grupo de ruralistas invadiu de forma truculenta o evento a fim de tumultuar e tentaram agredir de forma covarde uma mulher indígena, grande liderança do Povo Xipaya, JUMA XIPAYA, e nosso grande líder dos povos indígenas do Brasil RAONI METUKTIRE KAIAPO. 

Esse grave atentado deve ser denunciado amplamente e repudiado pois fere a liberdade de organização democrática dos indígenas e movimentos sociais em defesa da floresta. 

Infelizmente os casos de agressões aos povos da floresta está virando algo recorrente, pois os assassinos da floresta se sentem respaldados pelo governo racista e fascista de Bolsonaro que faz discurso de ódio contra os povos originários. Mas não nos calaremos diante as ameaças do ruralistas e defensores do agronegócio. Vamos denunciar e seguir lutando em defesa da vida.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.