É normal ter medo, mas é preciso ter coragem!
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É normal ter medo, mas é preciso ter coragem!

O futuro do Brasil está em disputa e é momento de lutar!

Sâmia Bomfim 28 fev 2020, 12:35

Muitas pessoas têm me procurado nos últimos dias para expressar revolta e medo com a mais recente escalada autoritária do governo Bolsonaro. De fato, vivemos uma situação muito grave e é natural a angústia e a ansiedade. Mas não podemos, de jeito nenhum, nos deixar paralisar.

Não é de hoje que Bolsonaro “passa dos limites”. Durante seus patéticos mandatos na Câmara, Jair sempre expressou posições criminosas contra as mulheres, os negros, os pobres e a democracia. Era evidente que, como presidente, seu ódio se tornaria uma ameaça real ao Brasil. Depois de impôr uma agenda de destruição do meio ambiente, das políticas sociais e da soberania do Brasil, Jair Bolsonaro agora se assanha para dar o bote na nossa democracia. Não podemos nos enganar: o presidente deseja e opera a instalação de uma ditadura em nosso país.

Enquanto ele fala apenas para seus seguidores fanáticos e opera uma máquina de ódio nas redes, o Brasil de verdade assiste à chegada do corona vírus, vê o desemprego persistente, a educação piorando e o dólar nas alturas. Estamos andando para trás, é impossível negar.

Para não ter que falar sobre a deterioração do país nem sobre as relações criminosas de sua família com milicianos, Bolsonaro testa os limites da democracia. Não é à toa que o endurecimento do discurso autoritário do governo tenha se dado após a morte de Adriano da Nóbrega.

Bolsonaro, sua família e o setores podres que os apoiam não deixam margem para dúvida: estão dispostos a mergulhar o Brasil nas trevas, custe o que custar. Nesse momento, é necessário nos unirmos. A constituição de uma frente única para deter o autoritarismo é tarefa urgente. É fundamental nesse momento que as vozes da sociedade que não coadunam com a tirania se levantem em unidade para dar um basta a esse governo autoritário que sabota o Brasil. No Congresso Nacional, é urgente articularmos um pedido de impeachment que não vá parar na gaveta.

Nas ruas é onde poderá se dar nossa maior demonstração de força. As manifestações do próximo dia 8 de março irão extrapolar as pautas feministas. Tomaremos as ruas para exigir o fim desse governo misógino e autoritário. Não podemos e não iremos parar por aí.

O futuro do Brasil está em disputa. Confio na capacidade do povo brasileiro de reagir e derrotar esse projeto político que só nos faz andar pra trás. A ansiedade é normal. O medo também. Mas é importante canalizarmos nossas energias para defender o Brasil.

Termino convidando você para as manifestações que vão acontecer no dia 8 e também nos dias 14 (2 anos do assassinato de Marielle) e 18 (greve nacional da educação). Bolsonaro odeia o povo brasileiro porque teme a força que nós temos. Coragem!

#EleNãoPodeContinuar
#ForaBolsonaro

Artigo originalmente publicado no site da deputada Sâmia Bomfim.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Publicamos a décima sétima edição da Revista Movimento ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Em todo o mundo, as contradições acumulam-se. Este volume está dedicado à análise de várias dimensões desta verdadeira crise global e de seus desdobramentos. Com destaque, tratamos da mobilização antirracista nos Estados Unidos e no mundo, iniciada após o assassinato de George Floyd, e da situação brasileira, discutindo a crise do governo Bolsonaro e as recentes manifestações dos trabalhadores por aplicativos.