Bolsonaro genocida, impeachment já
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Bolsonaro genocida, impeachment já

Bolsonaro demonstra não estar nem um pouco preocupado com a letalidade do coronavírus.

Leandro Santos Dias 25 mar 2020, 20:01

O pronunciamento do Bolsonaro ontem deixou todo o mundo estarrecido, pois parece que não está nem aí com a saúde do povo e só pensa no que o banqueiro Paulo Guedes o diz, salvar os lucros.

Bolsonaro demonstra não estar nem um pouco preocupado com a letalidade do coronavírus e mesmo num momento crítico como esse que o Brasil e o mundo passam, segue apostando no radicalismo extremo de seu discurso tóxico.
Numa rápida passada pelo noticiário mundo afora podemos observar a incongruência entre a tal gripinha que o presidente atleta insiste em classificar a doença que dizima gerações em semanas na Itália.

A Espanha país que preocupa a Europa devido ao excesso de mortos em um dia e a incapacidade do sistema funerário absorver a demanda, anunciou que vai utilizar a pista de gelo de um hotel para armazenar os milhares de corpos que aguardam providência do sistema funerário.
Nos EUA ontem foi anunciado um pacto entre Democratas e Republicanos, esse último partido do presidente, da ordem de USS 2 trilhões de dólares, esse é o maior plano de resgate da meca do capitalismo que nem chega perto dos USS 700 bilhões de dólares utilizados para salvar os bancos em 2008 devido à crise.

Um bom tanto dessa cifra vai para ajudar norte americanos com cheques de USS 1.200 mil e duzentos dólares para que as pessoas fiquem em casa, pois segundo a OMS os casos se aceleram nos EUA e pode a vir a se tornar a próxima Itália.

A China voltou a medir seus dados econômicos que já demonstram aumento do desemprego, freio no consumo das famílias e uma queda da ordem de 14% no primeiro trimestre, ou seja, o efeito é devastador, diga-se de passagem, o último dado econômico no vermelho na China foi em 1976.

A China quer preservar os empregos a todo custo, mas, encontra uma barreira objetiva, não tem insumos para poder produzir e produzindo não há garantia de demanda, quando o mundo ainda enfrenta o pesadelo que para eles até o momento passou.

É possível ir mais a fundo, mas poucos exemplos bastam para perceber o óbvio, a crise é grave do ponto de vista sanitário e ao lado ou logo em seguida vem a hecatombe econômica, social, capaz de devastar democracias sólidas da Europa que já temem o efeito social da fome e do desemprego.

É nessa perspectiva desoladora que temos o pior presidente da história a frente da nação continental e com uma desigualdade estrutural que até mesmo o ministro da saúde reconhece: “passado essa crise teremos que discutir as favelas, sistema de transporte, saneamento básico” palavras de Mandetta Ministro da Saúde hoje à tarde na coletiva de atualização dos números, já são mais de 2400 casos de infecção e 57 mortes.

O pronunciamento de Bolsonaro ontem alimenta o pior do Brasileiro médio, a falta de empatia, a falta de amor ao próximo e a persistência em achar que a economia não pode parar.
Sim Bolsonaro, pelas vidas de centenas de brasileiros a economia parou e precisa continuar parada até que seja seguro, mas seus desmandos também precisam parar: FORA BOLSONARO!!!!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Publicamos a décima sétima edição da Revista Movimento ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Em todo o mundo, as contradições acumulam-se. Este volume está dedicado à análise de várias dimensões desta verdadeira crise global e de seus desdobramentos. Com destaque, tratamos da mobilização antirracista nos Estados Unidos e no mundo, iniciada após o assassinato de George Floyd, e da situação brasileira, discutindo a crise do governo Bolsonaro e as recentes manifestações dos trabalhadores por aplicativos.