Coronavírus: é hora de suspender as atividades

Coronavírus: é hora de suspender as atividades

Dirigente defende o cancelamento dos atos do dia 14 e das plenárias do congresso do PSOL.

Roberto Robaina 13 mar 2020, 15:14

O alerta está dado, e a população e os governo têm de fazer sua parte para aplacar os efeitos do coronavírus no Brasil. De minha parte, como vereador e liderança do PSOL, já trabalho para a SUSPENSÃO de eventos, manifestações e atividades que tenham aglomerações para que a propagação do vírus perca velocidade e se evite um colapso no sistema público de saúde, onde a maioria bate à porta para buscar atendimento.

Assim, estou defendendo junto ao PSOL cancelamento dos atos do dia 14 e das plenárias do congresso do partido. Também vou apresentar sugestão à Câmara Municipal para que suspenda as audiências públicas.
A saúde é luta de todos e seria irresponsável mobilizar as pessoas para colocá-las numa situação de risco deste tamanho.

Essa medida também é uma forma de ajudar os trabalhadores da saúde pública, sempre tão imprescindíveis em momentos como esse, mas tão atacados pelos governos reacionários. Deve-se exigir um cuidado especial a esses profissionais. Que tenham garantido o direito a materiais adequados ao trabalho seguro, como máscaras cirúrgicas e dos tipos N95/PFF2, além de outros tipos de equipamentos de proteção individual. 

No Brasil, temos o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais de extrema competência em situações epidêmicas. Não faz muito, vivemos o drama do zika e percebeu-se o valor da saúde pública. Agora, com o coronavírus, tudo se encaminha para uma crise sem precedentes, em que esses trabalhadores de novo estarão na linha de frente do combate. 

É obrigação dos governantes garantir verbas e medidas que melhorem as condições de atendimento e também o máximo de proteção a esses profissionais que sempre, e agora mais, trabalham em situação de risco. Nossa mobilização agora é evitar aglomerações e ajudá-los a conter a doença.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.